POLÍTICA
16/10/2018 13:46 -03 | Atualizado 16/10/2018 15:04 -03

Haddad no Pânico: 'Eu não quero ser motivo de discórdia no zap da família'

O presidenciável foi entrevistado nesta terça-feira (16).

Reprodução
O candidato Fernando Haddad em entrevista no programa Pânico, na Jovem Pan.

O candidato à PresidênciaFernando Haddad (PT) disse nesta terça-feira (16) que não queria ser motivo de "discórdia" entre familiares. O petista foi entrevistado pelo programa Pânico, na rádio Jovem Pan.

Em clima de descontração, o apresentador Emílio Surita declarou que recebia fake news sobre a campanha petista em seu grupo de família no WhatsApp. A principal remetente das notícias seria a sua tia.

Fernando Haddad, então, disse que gostaria de poder conversar com ela, mas que estava disposto a desmentir o que estivesse sendo dito na troca de mensagens, como o fato de que ele teria um carro de luxo ou que estaria distribuindo folhetos para crianças em escolas sobre orientação sexual.

"Eu não quero ser motivo de discórdia entre você e sua tia. Não excluí ela do grupo, Emílio", respondeu Haddad.

Durante o programa, o presidenciável reforçou suas críticas ao adversário Jair Bolsonaro (PSL).

"Ele tem 28 anos de vida pública e não fez nada de bom para a sociedade. Ele não tem estatura para chefiar o País. E eu não estou questionando se o Bolsonaro estudou mais do que eu. Não estou falando de formação, mas de educação. Quem quer ser um estadista não pode simplesmente falar que é a favor da tortura, como ele diz. As pessoas sofrem. O negro sofre, as mulheres sofrem, os LGBTs apanham na rua. Estou numa disputa eleitoral e não posso me abster de dizer o que penso sobre o País", argumentou Haddad.

"Se eu estivesse disputando com o Ciro, com o Alckmin, com a Marina, com o Meirelles eu não estaria dizendo isso. São pessoas que têm condições de presidir. O Bolsonaro, não."

Antipetismo e Haddad

Questionado sobre o sentimento antipetista que existe entre o eleitorado, o ex-prefeito de São Paulo afirmou que o sentimento sempre existiu, mas que foi intensificado pelas denúncias de corrupção.

"Quem está em um partido trabalhista tem que ter o triplo da atenção, por isso criei uma controladoria aqui em São Paulo. E a ordem que eu dei para o responsável foi: investiga quem você quiser, doa a quem doer. Mexer em 1 centavo público é um pecado mortal. Está faltando na saúde, na merenda, na educação, o cara cobra um imposto e depois vai lá e toma?", disse o candidato.

Sobre o plano de governo para combater os desvios públicos, o petista avaliou que os órgãos de controle no governo federal atuaram bem nos ministérios e que o modelo precisava ser replicado entre as estatais.

"Eu fui ministro, tinha um orçamento de R$ 100 bilhões e você nunca viu uma matéria de desvio de verba pública em minha gestão. Isso não aconteceu apenas porque a equipe era honesta, mas porque tinha um controle interno. Você precisa de controle, de filtros. Isso não teve nas estatais. A minha proposta é levar para estatais os mesmos filtros que funcionaram bem nos ministérios. Porque aí você blinda as empresas."