POLÍTICA
08/10/2018 17:56 -03 | Atualizado 08/10/2018 18:43 -03

Renovação no Senado: Dos 32 senadores que disputavam reeleição, apenas 8 conseguiram

Alvos da Lava Jato, como Romero Jucá e Edison Lobão, não se reelegeram.

Após três mandatos seguidos, o presidente nacional do MDB não foi reeleito por 500 votos.
MAURO PIMENTEL via Getty Images
Após três mandatos seguidos, o presidente nacional do MDB não foi reeleito por 500 votos.

As eleições neste domingo foram um forte golpe para caciques do Senado. Principalmente para os que estão sendo investigados por operações da Polícia Federal, como a famosa Lava Jato.

Dos 32 senadores que disputavam a reeleição, apenas 8 conseguiram se reeleger. Alvos da Lava Jato não foram eleitos, como Romero Jucá (MDB-RR).

Após três mandatos seguidos, cerca de 24 anos ocupando a cadeira no Senado por Roraima, o presidente nacional do MDB não foi reeleito por pouco: ficou apenas 500 votos atrás de Mecias de Jesus (PRB).

Outro investigado pela Lava jato, Edison Lobão (MDB-MA) também não foi reeleito para senador do Maranhão. Em seu lugar, foram eleitos dois novatos da chapa concorrente: Eliziane Game (PPS) e Weverton Rocha (PDT).

Eunício Oliveira (MDB-CE), presidente do Senado, também foi derrotado no Ceará com surpresa. Ele perdeu votos para o ex-presidente do Fortaleza Esporte Clube, Eduardo Girão, do PROS.

Outros investigados pela Polícia Federal como Garibaldi Alves Filho (MDB-RN), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) não foram reeleitos.

Dilma Rousseff, que era a favorita para uma vaga no Senado por Minas Gerais, também foi derrotada nas urnas.

Tentando pela primeira vez uma cadeira no Senado após seu impeachment em 2016, a petista ficou em 4º lugar, com 2.419.725 dos votos válidos , o equivalente a 15,04%. À frente, estavam os candidatos Rodrigo Pacheco, do DEM, e Jornalista Carlos Viana, do PHS.

Por outro lado, investigados como Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL) e Jader Barbalho (MDB-PA) garantiram cadeira no Senado e permanecem por mais oito anos.

Senado renovado

O Senado passou por uma grande renovação no pleito de 2018. A partir de 2019, o Senado terá senadores distribuídos em 21 legendas, enquanto em 2015 eram 15.

Entre as novidades estão o Podemos, PSL, PHS, PROS, PRP, Solidariedade e PTC. A Rede, que era representada apenas pelo senador reeleito Randolfe Rodrigues, agora terá outros quatro nomes. Já o PCdoB e PSOL ficaram sem representantes.

"Mas falando em governabilidade, que é o que interessa, o novo presidente [da República] terá uma dificuldade maior de negociação", avaliou o cientista político da Universidade de Brasília Waldir Pucci à Agência Brasil. "Quanto maior número de partidos, naturalmente maior o número de conversas e convencimentos ele terá de fazer".