POLÍTICA
08/10/2018 20:16 -03 | Atualizado Há 1 hora

Bolsonaro reforça discurso anti-PT e rechaça pacto de Haddad contra fake news

Nesta segunda-feira, o candidato do PT, Fernando Haddad, propôs um compromisso ao adversário contra a disseminação de notícias falsas.

Para Bolsonaro, Haddad é 'pau mandado de corrupto'.
FERNANDO SOUZA via Getty Images
Para Bolsonaro, Haddad é 'pau mandado de corrupto'.

O embate do segundo turno entre Jair Bolsonaro, do PSL, e Fernando Haddad, do PT, começou com troca de farpas em relação a disseminação de notícias falsas na internet. Mais cedo, Haddad disse que iria propor ao candidato do PSL um pacto contra as fake news. Logo em seguida, Bolsonaro rechaçou o acordo.

Seguindo a estratégia de fortalecer o discurso contra o PT, Bolsonaro se referiu ao petista como "pau mandado de corrupto". Ele usou um infográfico para provar que o adversário que está sugerindo o compromisso é o "mesmo que está inventando" que ele vai aumentar impostos.

A proposta de Bolsonaro é ficar em 20% a alíquota do imposto de renda. A medida só aumenta impostos se aplicada a todas as faixas de renda. Se for esse o caso, quem ganha até R$ 2,8 mil, por exemplo, pagará mais. Hoje, a alíquota é de 7,5% para essa faixa.

No entanto, Bolsonaro assegura que a medida será adotada apenas para quem ganha mais de R$ 5 mil. Nesse caso, a proposta é semelhante é de Haddad, que também propõe a isenção. No caso do PT, valeria para quem ganha R$ 4,8 mil, o equivalente a até 5 salários mínimos.

A proposta de Bolsonaro, porém, faz com que quem ganhe mais pague menos, já que a alíquota hoje para faixas de renda maiores é de até 27,5%.

Fake news

"Vamos ver se eles concordam em assinar uma carta de compromisso contra calúnia e difamação anônima nas redes sociais", disse o petista em coletiva de imprensa em Curitiba (PR), nesta segunda-feira (8). Haddad ficou em segundo lugar no primeiro turno, com 29% dos votos válidos. Bolsonaro conquistou 46%.

O candidato se diz prejudicado pela disseminação de notícias falsas. De acordo com ele, no último dia de campanha, o TSE (TRibunal Superior Eleitoral) determinou a retirada do ar de 35 notícias falsas sobre ele e a vice, Manuela D'Ávila.