POLÍTICA
07/10/2018 19:00 -03 | Atualizado 07/10/2018 19:00 -03

Ciro propõe mais participação do governo federal na segurança

"Armar as pessoas vai provocar um número de mortes ainda maior", diz o plano de governo do candidato.

NurPhoto via Getty Images
Ciro Gomes quer plano de segurança com mais inteligência e investigação.

Ciro Gomes (PDT), candidato do PDT à Presidência, diz em seu plano de governo que a União deve ter maior participação na segurança dos estados e que armar a população, como sugere um de seus adversários, irá provocar "um banho de sangue".

"Armar as pessoas vai provocar um número de mortes ainda maior. Esse não será o caminho da solução, com certeza. A saída se dará pela melhoria das condições de trabalho da polícia e da inteligência investigativa, pelo combate ao tráfico de armas, ao crime organizado e suas movimentações financeiras, e ao policiamento nas fronteiras", diz o programa.

As medidas apresentadas pelo candidato propõem um novo modelo, "em que a União coordene um esforço nacional para a prevenção e a repressão à criminalidade violenta", aliadas ao aumento dos investimentos em educação.

Confira as principais propostas de Ciro Gomes para a segurança pública:

Prioridades:

  • Investigação e prevenção de homicídios e outros crimes violentos (roubo, estupro, sequestro);
  • Enfrentamento às organizações criminosas;
  • Controle do tráfico de armas;
  • Policiamento nas fronteiras;
  • Repressão à lavagem de dinheiro e aos crimes contra a administração pública;

Estrutura necessária para alcançar tais objetivos:

  • Implementação da Política Nacional de Segurança Pública e do SUSP (Sistema Único de Segurança Pública), que hoje estabelecem apenas as diretrizes gerais;
  • Criação, por Emenda Constitucional, da Polícia de Fronteiras;
  • Elaboração de projeto para institucionalizar a Força Nacional de Segurança Pública (FNSP);
  • Criação da Escola Nacional de Segurança Pública, a fim de capacitar policiais estaduais para investigação e prevenção de crimes graves;

Em relação ao combate direto ao crime:

  • Elaboração e execução de um plano federal para o controle de organizações criminosas nos estados em conflito, começando pelo Rio de Janeiro;
  • Ocupação das vagas ociosas nos presídios federais;
  • Unificação do cadastro das armas registradas no País;
  • Criação de programas para à valorização do profissional de segurança;
  • Criação de um sistema de acompanhamento do jovem egresso do sistema penitenciário.