MULHERES
07/10/2018 14:54 -03 | Atualizado 07/10/2018 14:56 -03

3 mulheres comandam as eleições pela primeira vez no Brasil

Raquel Dodge, da PGR, Rosa Weber, presidente do TSE, e Grace Mendonça, da AGU, participaram de entrevista coletiva neste domingo (7).

Raquel Dodge, Rosa Weber e Grace Mendonça em coletiva de imprensa sobre eleições 2018.
Antonio Cruz/Agência Brasil
Raquel Dodge, Rosa Weber e Grace Mendonça em coletiva de imprensa sobre eleições 2018.

A presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministra Rosa Weber, concedeu entrevista coletiva do 1º turno das eleições na manhã deste domingo (7), ao lado da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e da Advogada-Geral da União, Grace Mendonça. Esta é a primeira vez que o Brasil conta com três mulheres no comando das eleições.

Em 2012, a ministra Cármen Lúcia foi a primeira mulher a presidir o TSE, em 67 anos de história da Corte à época. Naquele mesmo ano, AGU e PGR eram comandada por homens: Luís Inácio Lucena Adams e Paulo Henrique Kuhn, respectivamente.

Mulheres na política

As mulheres brasileiras conquistaram o direito ao voto só em 1932. Hoje, somam cerca de 53% do eleitorado e são cerca de 77 mil entre os votantes. Mas, ainda assim, o Brasil fica atrás de dezenas de países quanto à presença de mulheres na política.

Está na 115ª posição no ranking mundial de representatividade feminina no Parlamento dentre os 138 países analisados pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI), com base no banco de dados do Banco Mundial (Bird) e do TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O país também ocupa a 161ª posição no Ranking de Presença Feminina no Poder Executivo, dentre os 186 países analisados pelo Projeto Mulheres Inspiradoras (PMI) – 2018, com base em informações das Nações Unidas, do Banco Mundial e do instituto de pesquisas The Heritage Foundation.

Eleições 2018, TSE e fake news

Antonio Cruz/Agência Brasil
Rosa Weber: "De fato, 'fake news' é o assunto do momento."

Na entrevista concedida neste domingo, a ministra Rosa Weber fez um primeiro balanço da manhã de votação pelo Brasil. Ela destacou o trabalho da Justiça Eleitoral que vem sendo feito no combate às fake news que estão sendo difundidas.

"De fato, fake news é o assunto do momento. O que a Justiça Eleitoral está fazendo? No primeiro momento, aprendendo a lidar com fake news. Neste primeiro momento, foi compreender o que é uma fake news", afirmou a ministra.

Ela também citou iniciativas que foram tomadas desde o ano passado pelo TSE.

"O que o TSE está fazendo? O TSE está não está fazendo nada? Não, ele está fazendo. Primeiro, ele está entendendo o fenômeno, porque o fenômeno não é de fácil compreensão, não é de fácil prevenção, e não é problema brasileiro. Mas o TSE está atento, nós temos os nossos auxiliares de propaganda desempenhando uma tarefa profícua nos processo que aqui chegaram com relação a propaganda eleitoral irregular e ataques que fake news."

Questionada sobre iniciativa de vários eleitores fotografarem e espalharem nas redes sociais os boletins de urna emitidos nas seções eleitorais no exterior, ela disse que "cada urna, no momento em que encerrada a votação, ela emite um boletim que é público, justamente para que cada eleitor possa fazer a conferência. Para isso que existem os aplicativos".

Antonio Cruz/Agência Brasil
Raquel Dodge ao lado de Rosa Weber, em coletiva de imprensa na manhã deste domingo (7).

Já a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, destacou que houve um 'preparo intenso' das eleições e que "não há qualquer improviso" no trabalho realizado e que a livre expressão e o voto livre estão assegurados aos eleitores.

"Em primeiro lugar quero assinalar que não há qualquer improviso no curso do processo eleitoral. Houve um preparo intenso. O eleitor brasileiro nesta manhã, ao longo de todo esse dia, terá assegurada a possibilidade de exercer o seu voto com liberdade, de acordo com sua consciência e de acordo com a sua escolha", declarou.

Antonio Cruz/Agência Brasil
"A democracia no Brasil se reaviva quando exercemos o direito a voto", disse Grace Mendonça.

"Hoje Brasil acordou com um novo ânimo", disse a ministra Grace Mendonça, da AGU. Ela falou sobre a importância do momento eleitoral no Brasil porque "revela o apreço que todos os brasileiros têm pelo regime democrático". "A democracia no Brasil se reaviva quando exercemos o direito a voto. E temos certeza que esse sentimento e experiência se arrasta e se avança em todo o território nacional", afirmou.

Ela disse que, a AGU está trabalhando intensamente, em regime de plantão. Há cerca de 300 advogados públicos trabalhando pelo território nacional. "Estamos a serviço do TSE para que essas eleições transcorram com serenidade e tranquilidade", disse. Até o momento, ainda não foi registrada nenhuma demanda judicial que tenha exigido atuação da instituição.