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04/10/2018 17:48 -03 | Atualizado 04/10/2018 18:07 -03

Prêmio Jabuti 2018: Aqui estão os 10 romances finalistas

Ganhadores serão anunciados no dia 8 de novembro.

Obras finalistas foram indicadas pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).
Montagem/Divulgação
Obras finalistas foram indicadas pela Câmara Brasileira do Livro (CBL).

O Jabuti, prêmio literário mais prestigiado do País, anunciou nesta quinta-feira (4) a lista com os finalistas de 2018. São 18 categorias contendo 10 concorrentes cada uma – todos indicados pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). As categorias estão divididas em 4 eixos: Literatura, Ensaios, Livros e Inovação. Os vencedores receberão R$ 5 mil cada.

O Jabuti também concede o prêmio de Livro do Ano, no valor de R$ 100 mil.

Esse título é dado a um dos vencedores dos eixos Ensaios e Literatura – que reúnem obras de ficção e não ficção. No ano passado, duas obras saíram com o prêmio: o romance Machado, de Silviano Santiago, e Alfabetização: A Questão dos Métodos, de Magda Soares.

Entre os destaques da lista deste ano estão os livros: O Que é Lugar de Fala, de Djamila Ribeiro, na categoria Humanidades; Lima Barreto: Triste Visionário, de Lilia Schwarcz, na categoria Biografia; o canal no YouTubeLer Antes de Morrer, na categoria Inovação; e Fim, de Fernanda Torres, na categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

A seguir, você conhece os 10 finalistas em Romance, a principal categoria da premiação. Em 2018, o número de mulheres entre teve um pequeno aumento em relação ao ano passado: de 2 para 4 escritoras.

Os vencedores do Prêmio Jabuti serão anunciados no dia 8 de novembro em uma cerimônia que homenageará o poeta Thiago de Mello. O escritor amazonense receberá o prêmio Personalidade Literária pelo conjunto de sua obra.

Os textos de apresentação das obras que você lê abaixo foram retirados dos sites oficiais das respectivas editoras.

1. Acre, de Lucrecia Zappi - Editora: Todavia

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Apresentação: "A solidez do casamento de Oscar é ameaçada pela volta de Nelson, ex-namorado de sua mulher e desafeto dos tempos de juventude. Recém-chegado do Acre, ele se muda para o mesmo prédio do casal, na Vila Buarque, próximo ao centro de São Paulo. Perdido entre a paranoia, o ciúme e as lembranças da adolescência nas praias de Santos na década de 1980, Oscar vaga por São Paulo esbarrando em feridas do passado e ameaças de violência que parecem sair das ruas e invadir o prédio em que mora e sua rotina morna e previsível. Narrado com engenho e precisão, ACRE mergulha o leitor numa cidade sufocante e hostil, onde preconceito, brutalidade e decadência brotam a cada esquina."

2. Adeus, Cavalo, de Nuno Ramos - Editora: Iluminuras

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Apresentação: "Endereçando um adeus ao cavalo – e saindo do transe –, Nuno Ramos envia para os confins tudo aquilo que o cavalo representa, sendo geralmente um animal figurante em monumentos de bronze, imortalizando velhos heróis de guerra. Fora do espaço do monumento, o cavalo cavalga entre cinema e literatura, entre teatro e canção, entre visível e invisível, podendo estar, inclusive, na voz de um velho embriagado em um bar quando grita 'sou eu' ao dirigir-se a um pedaço de fórmica do balcão. Adeus, cavalo é a literatura em transe nos conduzindo para ampliar os limites do possível."

3. Machamba, de Gisele Mirabai - Editora: Nova Fronteira

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Apresentação: "Machamba cresceu numa fazenda em Minas Gerais, em meio a cavalos e pés de laranja, lendo as Enciclopédias das Antigas Civilizações com o pai. Agora é uma mulher que vive em Londres e leva a vida de forma inconsciente e promíscua. Nem ela mesma sabe o que aconteceu com a própria história. Até que começa uma viagem pelas antigas civilizações do planeta — Grécia, Turquia, Israel, Egito — e, quanto mais caminha pelas ruínas do mundo, mais viaja em direção ao seu passado e ao Elo Perdido, o episódio fatídico que mudou para sempre o curso de sua vida."

4. Nigredo: Estudos de Morte e Dulia, de Joaquim Brasil Fontes - Editora: Cultura e Barbárie

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Apresentação:"Para o leitor moderno, os gêneros literários e suas modalidades talvez amadureçam e se harmonizem muito lentamente neste livro, como as cores nos velhos tapetes do Oriente. Ou essa não seria uma boa metáfora para Nigredo, porque formal? Do ponto de vista simbólico, entretanto, é justamente um tom, presente no título, que parece assegurar o concerto das partes: seria ele, talvez, a sua dominante? A dominante pode, aliás, ser encontrada, ensinava o poeta da linguística, num cânone, no conjunto das normas de uma escola, na arte de um período e, é claro, num ensaio num romance, num livro como Nigredo que se apresenta como estudos (no sentido atribuído a essa palavra no campo das artes plásticas) traçados no corpo da poesia e do mito, e de onde brotam Saturno com a sua foice de sementeira e castração, Dante, Virgílio e Baudelaire, o Inferno dos antigos e o dos modernos, danças macabras, litomancias e as duas portas do sonho."

5. Noite Dentro da Noite, de Joca Reiners Terron - Editora: Companhia das Letras

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Apresentação: "Durante uma brincadeira no colégio, um garoto bate a cabeça e entra em coma. Ele desperta sem saber ao certo quem é, e, conforme suas memórias vão se dissolvendo, tem início o que vem a ser conhecido na família como O Ano do Grande Branco. Nos meses seguintes, o garoto vive a sensação intensa de que aquelas pessoas que cuidam dele e que o alimentam não são seus pais. Todavia, os barbitúricos receitados pelo médico confundem seu raciocínio e o garoto vai aos poucos perdendo as certezas que alguém de onze anos pode ter. É a partir daí que Joca Reiners Terron vai contar essa labiríntica história. Com uma galeria que inclui espiões, guerrilheiros, caçadores e pelo menos um monstro da natureza, Noite dentro da noite percorre a história recente do Brasil, inserindo nossa realidade no mesmo caleidoscópio que faz mover este romance incomum e extraordinário."

6. O Clube dos Jardineiros de Fumaça, de Carol Bensimon - Editora: Companhia das Letras

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Apresentação: "Em um cenário formado por coníferas milenares, estradas sinuosas e falésias, a região californiana do Triângulo da Esmeralda concentra a maior produção de maconha dos Estados Unidos. É lá que o jovem professor brasileiro Arthur busca recomeçar a vida, depois dos acontecimentos que o levaram a deixar Porto Alegre. Aos poucos, ele se insere na dinâmica local e passa a fazer parte de uma história que começa com a contracultura dos anos 1960 e se estende até o presente. À vida de Arthur e daqueles com quem estabelece vínculos — o atormentado Dusk, a solitária Sylvia, a indecisa Tamara — mistura-se a de personagens reais que participaram do embate que levou à descriminalização do uso da maconha, fazendo deste um poderoso romance panorâmico."

7. Oito do Sete, de Cristina Judar - Editora: Editora Reformatório

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Apresentação: "Nada é por acaso na literatura que reaviva a aventura humana e, por isso, nos encanta. Oito do sete: eis, não por acaso, a data que marca o enredo desta bela estreia de Cristina Judar no romance. Não por acaso o dia é oito, número do infinito. Não por acaso o mês é julho, o sétimo do ano. Não por acaso vamos nos inteirando da trama pelos fragmentos narrados por quatro vozes distintas: duas amantes (Magda e Glória), um anjo (Serafim) e uma cidade (Roma). Não por acaso Magda e Glória se veem como cisternas e aos homens como torres. E, não por acaso, aqui os homens são embarcações; as mulheres, terra para que se afundem."

8. Pai, Pai, de João Silvério Trevisan - Editora: Companhia das Letras

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Apresentação: "João nasceu em Ribeirão Bonito, interior de São Paulo, filho mais velho de uma família de classe média baixa. Desde o início, acompanha a forma rude como o pai José trata sua mãe, de origem mais humilde. É vítima, ainda criança, da violência de José, que não aceita sua natureza de "menino maricas". Antes de completar 10 anos, João entra num seminário, para escapar do ambiente de casa. "Eu iniciava meu processo de ser outro, um homem, sem deixar de ser o mesmo filho de José, o cachaceiro." Depois de abandonar o seminário, ele busca sua liberdade, e deixa o Brasil da ditadura para conhecer o mundo. Atravessa graves momentos políticos na América Latina e vivencia a contracultura nos Estados Unidos. Mergulha na escrita e nas artes. Mas a sombra do pai continuará sempre consigo."

9. Roupas Sujas, de Leonardo Brasiliense - Editora: Companhia das Letras

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Apresentação: "Nesta comovente saga familiar, Leonardo Brasiliense retraça as consequências da perda da figura materna, e explora a brutalidade das relações humanas e sua persistência no tempo. No embate entre o poder indomável da natureza e a rigidez moral dos costumes, cada personagem ilustra a seu modo o mesmo conflito. Por meio de uma prosa cortante, que toma emprestados o vigor e a austeridade do ambiente doméstico rural do Sul do Brasil, Brasiliense faz da ausência a matéria-prima para o desenrolar de um drama a um só tempo particular e universal. Tão importante quanto aquilo que se diz é o que não se chega a pronunciar, e uma palavra represada na boca do filho temeroso ou do pai taciturno prenuncia a irrupção de segredos que podem ser guardados, mas não extintos."

10. Última Hora, de José Almeida Júnior - Editora: Record

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Apresentação: "Última Hora é um romance histórico que nos leva ao Brasil do início da década de 1950, visto por dentro da rotina, tramas e intrigas do jornal Última Hora. Criado pelo presidente Getúlio Vargas em plena turbulência política, a publicação tem como editor-chefe Samuel Wainer, aqui retratado em detalhes. Foi Wainer quem deu nome à famosa coluna A vida como ela é..., de Nelson Rodrigues, também convidado para formar o elenco dos colaboradores. O jornal enfrenta opositores como Carlos Lacerda, que também se opunha ao governo Vargas, mas este não é o único problema de Marcos, o protagonista. Jornalista torturado na ditadura Vargas, ao ser convidado por Samuel Wainer, Marcos primeiramente se recusa, mas acaba aceitando fazer parte da redação. Tendo que lidar com as exigências da militância e com dificuldades financeiras, o caminho tortuoso deste personagem é o pêndulo ideológico e moral que não o afronta apenas na redação, mas também em seu relacionamento familiar."

Veja a lista completa de indicados clicando aqui.

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