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02/10/2018 01:38 -03 | Atualizado 02/10/2018 01:38 -03

Henrique Meirelles promete diminuir diferença salarial entre homens e mulheres

Candidato do MDB reconhece que as mulheres brasileiras trabalham mais e ganham menos que os homens.

Adriano Machado / Reuters

O presidenciável Henrique Meirelles vê a desigualdade de gênero no mercado de trabalho como um dos problemas a serem combatidos caso for eleito presidente do Brasil em outubro de 2018.

O candidato do MDB e atual ministro da Fazenda do governo Temer escreve em seu programa de governo que as mulheres trabalham, em média, três horas por semana a mais que os homens, combinados trabalhos dentro e fora de casa, e recebe cerca de 76,5% do rendimento deles.

"Além da volta do crescimento, o país terá de encontrar formas de facilitar a adaptação da mão de obra às novas condições de trabalho", diz o texto. "O desafio é muito grande. Não há como enfrentar as tecnologias do século 21 sem mudar nossa forma de pensar sobre a educação, o trabalho, a previdência social e a regulação dos negócios."

No tópico em que explica seu plano para tirar o Brasil da crise econômica e, assim, gerar empregos, Meirelles coloca como uma das prioridades incentivar a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, "respaldado pela nova lei do trabalho aprovada em 2017."

Além da proposta de reduzir tal disparidade, não há um programa específico de inclusão da mulher no mercado de trabalho ou sobre outros temas relacionados aos direitos das mulheres.

Em outro trecho do programa, o candidato do MDB propõe investimentos em creches públicas e a criação de um projeto chamado Pró-Criança, uma espécie de Prouni para crianças de 0 a 5 anos de famílias atendidas pelo Bolsa Família para conseguir vagas em creches particulares.