COMPORTAMENTO
28/09/2018 11:58 -03 | Atualizado 28/09/2018 11:58 -03

Exercício físico faz bem para a memória, não só para o corpo

"Um passeio no fim do dia já é suficiente para sentir os benefícios."

Mesmo uma pequena quantidade de exercício aumenta a conectividade nas regiões do cérebro envolvidas no armazenamento e na lembrança das memórias.
Caiaimage/Martin Barraud via Getty Images
Mesmo uma pequena quantidade de exercício aumenta a conectividade nas regiões do cérebro envolvidas no armazenamento e na lembrança das memórias.

Basta uma leve caminhada ao redor do bairro por um pouco mais de 10 minutos para sentir um dos benefícios da atividade física: a melhora de sua memória. Isso não só vai te ajudar a limpar a sua mente, controlar um pouco de sua ansiedade como também melhorar a capacidade do seu cérebro de armazenar e recordar suas memórias.

Um estudo publicado na revista Proceedingsfez um teste com um grupo de 36 adultos. Primeiro, eles foram instruídos a realizar um leve exercício usando uma bicicleta por 10 minutos. Depois, o grupo realizou um teste de memória em que deveria identificar imagens. Em seguida, os pesquisadores repetira o mesmo teste com outros participantes que não realizaram a atividade física.

Os resultados demonstraram que as pessoas eram melhores em lembrar das imagens após os 10 minutos de exercícios leves, após 30% do pico de consumo de oxigênio. Para entender melhor os efeitos, os pesquisadores fizeram exames nos cérebros em alguns dos participantes.

O fato é que mesmo a pequena quantidade de exercício aumentou a conectividade nas regiões do cérebro envolvidas no armazenamento e na lembrança das memórias. Quanto melhor foi o desempenho de um dos participantes, mais mudanças físicas ocorreram em seu cérebro.

"Um passeio no fim do dia é suficiente para obter algum benefício. Nosso principal objetivo é tentar desenvolver uma prescrição de exercícios que possa ajudar idosos com deficiências ou dificuldades de locomoção, e com isso, talvez, evitar o declínio cognitivo deles", explicou Michael Yassa, neurologista da Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo.

Após o teste, os pesquisadores vão realizar o experimento em pessoas mais velhas. A ideia da pesquisa a longo prazo é entender como o exercício pode ser útil na perda de memória relacionada à idade, além de problemas como declínio cognitivo e a demência.