POLÍTICA
27/09/2018 16:10 -03 | Atualizado 28/09/2018 00:07 -03

Bolsonaro defende 13º salário após Mourão criticar benefício

"Criticar o 13º, além de uma ofensa a quem trabalha, confessa desconhecer a Constituição", disse o candidato no Twitter.

Montagem/Getty Images
Vice de Bolsonaro chamou 13º salário de

Em mais um embate na campanha, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, defendeu o 13º salário após seu vice, general da reserva Hamilton Mourão, criticar o benefício a trabalhadores.

Internado desde 6 de setembro após ser vítima de uma facada, o presidenciável usou o Twitter nesta quinta-feira (27) para rebater a fala do vice.

Em evento com comerciantes no Sul, Mourão afirmou que a remuneração existe apenas no Brasil. "Temos umas jabuticabas que a gente sabe que são uma mochila nas costas de todo empresário", afirmou. "Jabuticabas brasileiras: 13º salário. Como a gente arrecada 12 (meses) e pagamos 13? O Brasil é o único lugar onde a pessoa entra em férias e ganha mais", completou.

De acordo com o candidato a vice, o benefício legal é fruto da "visão dita social com o chapéu dos outros e não do governo".

Mourão tem representando a chapa em eventos eleitorais, mas deve ficar fora de cena até o primeiro turno. As declarações do vice têm incomodado Bolsonaro e pessoas próximas.

Em 18 de setembro, o general da reserva teve de se retratar após dizer que famílias formadas por mães e avós e sem pais e avôs eram uma "fábrica de desajustados".

Chamado de "Posto Ipiranga" por Bolsonaro, o economista Paulo Guedes, apontado como seu futuro ministro da Fazendo caso o deputado ganhe as eleições, também foi desmentido pelo parlamentar nas redes sociais.

Um dia após Guedes defender uma proposta de alteração do imposto de renda e recriação de um tributo nos moldes da CPMF, para economistas, Bolsonaro afirmou que é a favor da redução da carga tributária. Desde então, o guru econômico tem evitado agendas públicas.