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26/09/2018 20:50 -03 | Atualizado 26/09/2018 20:50 -03

Marina polariza com Haddad em debate do SBT e busca último respiro da campanha

"O PT faz discurso dos trabalhadores e se juntou com o Temer para levar o Brasil ao buraco", critica candidata da Rede.

Nacho Doce / Reuters
Marina Silva (Rede) faz discurso duro contra o PT no debate do SBT.

Somando apenas 5% das intenções de votos a menos de duas semanas da eleição, a candidata Marina Silva (Rede) buscou o seu último respiro da campanha durante o debate desta quarta-feira (26) transmitido pela SBT.

A aposta da candidata em enfrentar o discurso de Fernando Haddad (PT) de que ela apoiou Michel Temer (MDB) por ter sido favorável ao impeachment rendeu um dos melhores duelos do debate.

Questionada pelo petista, ela rebateu: "É muito engraçado, Haddad, você vir falar do Temer e do impeachment, quando você mesmo foi pedir a benção para o Renan Calheiros que também apoiou o impeachment. O PT faz discurso dos trabalhadores e se juntou com o Temer para levar o Brasil ao buraco".

Apesar da posição de afronta ao PT, Marina Silva não negou a possibilidade de manter petistas em seu governo. Em aceno ao candidato Eduardo Suplicy (PT), que estava na plateia, ela afirmou que manteria "os melhores de todos os partidos". Ainda, disse que a sua aliança seria com o "povo" e não com o "centrão", em crítica às negociações do presidencialismo de coalizão.

Se em outro debates Marina soou mais genérica, com propostas abrangentes para saúde e educação, nesta reta final ela usou o espaço em rede nacional para anunciar medidas concretas. A candidata afirmou que no Piauí lançará um programa de combate à evasão escolar ainda esta semana.

Em seu discurso, Marina também mira no voto dos indecisos como tentativa de sobrevivência à polarização Haddad x Bolsonaro que se desenha neste primeiro turno. Dialogando diretamente com as mulheres, ela questionou o fato de ser a única candidata entre 7 homens.

A defesa de um discurso mais identitário, no entanto, não tem surtido muito efeito no eleitorado e a candidatura tem desidratado nas últimas pesquisas de intenção de voto. De acordo com o último Ibope, a presidenciável tem 25% de rejeição, atrás apenas de Jair Bolsonaro (46%) e Fernando Haddad (30%).