POLÍTICA
26/09/2018 20:49 -03 | Atualizado 26/09/2018 20:52 -03

Em debate do SBT, Boulos provoca Alckmin: 'Cadê o dinheiro da merenda?'

O tucano, por sua vez, não deixou barato: disse que é ficha limpa e que nunca invadiu propriedade.

Boulos criticou a gestão do tucano à frente de São Paulo, sobretudo na educação.
Reprodução/SBT
Boulos criticou a gestão do tucano à frente de São Paulo, sobretudo na educação.

Após questionar Jair Bolsonaro (PSL) sobre a identidade da funcionária Val em debates anteriores, o candidato Guilherme Boulos (PSOL) mirou em outro alvo no debate do SBT, Folha e UOL, desta quarta-feira (26).

Ao Geraldo Alckmin (PSDB), Boulos criticou a gestão do tucano à frente de São Paulo, sobretudo na educação. "Sou professor e dei aula no seu governo. Faltava giz na escola. Até escola você quis fechar. Secundaristas não deixaram", disparou contra Alckmin. Por fim, questionou: "queremos saber: cadê o dinheiro da merenda?"

Em sua resposta, Alckmin afirmou que tem 40 anos de vida pública sem nenhuma condenação: "sou vida limpa e ficha limpa". Ele não deixou de alfinetar o candidato do PSOL: "Nunca invadi propriedade de ninguém."

Boulos também não deixou por menos: "O Alckmin não respondeu sobre o dinheiro da merenda e ele fala de um paraíso que não existe. Ele é o Sérgio Cabral que não está preso", disparou.

Merenda escolar: o carma de Alckmin

O escândalo conhecido como a "máfia da merenda" foi descoberto em janeiro de 2016 durante a Operação Alba Branca, do Ministério Público Estadual e da Polícia Civil, que apurou um esquema de superfaturamento no fornecimento de alimentos para merenda escolar da rede pública.

Embora os desvios tenham ocorrido durante o governo Alckmin, o tucano não foi envolvido diretamente no escândalo. A investigação identificou desvios em contratos firmados entre a Coaf (Cooperativa Orgânica Agrícola Familiar), de Bebedouro (SP), e a Secretaria de Estado da Educação do governo Geraldo Alckmin (PSDB), além de 22 prefeituras paulistas.

O tucano, contudo, tem dito em entrevistas que o esquema foi descoberto pelo governo estadual — o que não é verdade. De acordo com a Polícia Civil, a investigação foi deflagrada a partir da denúncia formal de um ex-funcionário da Coaf.