COMPORTAMENTO
25/09/2018 11:38 -03 | Atualizado 25/09/2018 11:42 -03

O cérebro tem uma atração inata para preguiça. E o que podemos fazer para mudar isso

No estudo, os pesquisadores buscaram compreender por que a "preguiça" é tão sedutora para os nossos cérebros.

stray_cat via Getty Images

A conservação da energia é um fator básico da sobrevivência dos seres humanos. Isso nos permitiu sermos mais eficientes na busca por abrigo, por comida e até mesmo na prevenção dos predadores. Então quer dizer que faz parte de nossa natureza sermos preguiçosos? Provavelmente sim.

O nosso cérebro tem uma atração inata por comportamentos mais sedentários e exige o uso de recursos adicionais para evitar esse estado. Mas como isso impacta a nossa vida?

Para pesquisadores da University of British Columbia (UBC), do Canada, a aversão a atividades físicas que exigem mais energia, por exemplo, pode está relacionada a processos dos cérebros que foram reforçados por meio da evolução das espécies.

No estudo intitulado "Evitar comportamentos sedentários requer mais recursos corticais do que evitar a atividade física: um estudo EEG", que foi publicado recentemente na revista Neuropsychologia, os pesquisadores analisaram um grupo de 30 adultos que já eram ativos fisicamente ou tinham a intenção de se tornarem mais ativos.

"Sabíamos de estudos anteriores que as pessoas são mais rápidas em evitar comportamentos sedentários e irem em busca de comportamentos ativos. A novidade de nosso estudo é que o fato de evitarmos a inatividade física tem um custo: o aumento do envolvimento dos recursos cerebrais. Esses resultados sugerem que nosso cérebro tem uma atração inata por comportamentos sedentários", explicou o pesquisador Matthieu Boisgontier, um dos responsáveis pelo estudo.

No estudo, os pesquisadores buscaram compreender por que a "preguiça" é tão sedutora para os nossos cérebros. O grande desafio, segundo eles, é entendermos como podemos "treinar novamente" nossas mentes após anos e anos reforçando um estado mais sedentário de vida. Isso melhoraria os índices de atividades física e, consequentemente, a saúde da população.