ENTRETENIMENTO
24/09/2018 17:49 -03 | Atualizado 24/09/2018 18:39 -03

De refugiada a estrela pop: O documentário que revela a jornada de M.I.A.

Premiado no Festival de Sundance, 'Matangi / Maya / MIA' terá exibição única em SP no próximo sábado (29).

Andrew Kelly / Reuters
Aos 42 anos, M.I.A é umas das artistas mais provocadoras na cena pop atual.

Matangi/Maya/M.I.A., elogiado documentário sobre a rapper britânica M.I.A., será exibido em sessão única em São Paulo no próximo fim de semana.

Dirigido por Stephen Loveridge, o filme integra a programação do m-v-f (Music Video Festival), que durante os dias 29 e 30 de setembro ocupará o Museu da Imagem e do Som (MIS) também com debates sobre música, exposições, shows e instalações interativas. A sessão gratuita está marcada para sábado (29), às 21h. Haverá distribuição de senhas 1 hora antes.

O documentário foi feito a partir de filmagens caseiras feitas pela própria M.I.A. ao longo dos últimos 22 anos. A produção foi anunciada em 2013, chegou a ganhar um "teaser" de quase 6 minutos, mas foi interrompida no mesmo ano por conta de desentendimentos entre seu diretor e o selo musical da artista.

Em janeiro passado, o longa finalmente fez sua estreia mundial no prestigiado Festival de Sundance, onde conquistou o Prêmio do Júri Especial voltado para documentários.

Divulgação

Se você não está ligando o nome à pessoa, saiba que M.I.A - cujo nome de batismo é Maya Arulpragasam -, é a dona do hit Paper Planes (veja o clipe abaixo) e uma das artistas mais incensadas da música pop na últimas décadas.

Ela já foi indicada ao Grammy e ao Oscar, já fez turnê com Bjork e dividiu o palco do Grammy com Jay-Z e Kanye West – detalhe: grávida de 9 meses. M.I.A. também já escreveu para Christina Aguilera e, trabalhou com Diplo e, a convite de Madonna, cantou no intervalo do Superbowl, em 2012, ocasião em que mostrou o dedo para a câmera. Por causa do gesto, foi processada em US$ 16 milhões pelo NFL.

Além do sucesso, a trajetória de M.I.A. é marcada por episódios controversos e, sobretudo, pelo ativismo político em prol dos oprimidos e refugiados - seja nas letras de suas canções, nas performances ao vivo ou nos videoclipes

De etnia tâmil, a cantora viveu na pele a violência da guerra civil no Sri Lanka e opressão do governo contra a população que é hoje minoria na região. M.I.A. também teve um pai ausente na infância devido à participação dele no grupo separatista Tamil Tigers, que luta com armas pela criação de um Estado para o povo tâmil. O grupo é considerado pelos EUA como terrorista, o que também impediu mais de uma vez a entrada posterior da artista no país.

Depois de muitos deslocamentos em meio à guerra civil no Sri Lanka, aos 10 anos M.I.A. partiu com a mãe e os irmãos para Londres, onde também enfrentou o preconceito por causa da cor escura de sua pele.

Em resumo, é desse caldeirão de vivências que nasce a postura determinada e com apelo por justiça da rapper. E ao que tudo indica, todas essas nuances estão presentes no documentário.

De acordo com a sinopse, Matangi / Maya / MIA apresenta "um perfil surpreendentemente pessoal da artista aclamada pela crítica, narrando sua jornada notável de imigrante refugiada para estrela pop".

Assista ao trailer:

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