POLÍTICA
21/09/2018 01:25 -03 | Atualizado 21/09/2018 02:00 -03

Alckmin ataca Haddad em debate: 'Lançou candidatura na porta de penitenciária'

Debate na TV Aparecida foi o primeiro com a presença do candidato petista. Tucano também defendeu "união contra os extremos".

Reprodução/TV Aparecida

No primeiro debate com a presença de Fernando Haddad, candidato do PT à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB) endureceu suas críticas ao partido do adversário, que hoje ocupa o segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, atrás de Jair Bolsonaro (PSL).

"Todos os partidos estão fragilizados e todos deveriam fazer uma autocrítica. O PT, em vez de fazer autocrítica, lança candidatura na porta de penitenciária", disse Alckmin em confronto direto com o petista, durante debate promovido pela TV Aparecida nesta quinta-feira (20).

O nome de Haddad como substituto de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha foi lançado oficialmente pelo PT no dia 11 de setembro, em ato em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso.

O ex-governador respondia a uma pergunta de Haddad sobre a reforma trabalhista e o teto de gastos, medidas aprovadas pelo governo Temer. Foi uma estratégia do petista para colar a imagem de Alckmin à do presidente mais impopular da história do Brasil.

"Nós estamos frente a 13 milhões de desempregados, herança da Dilma e do PT", respondeu o tucano, citando ainda escândalos de corrupção como o "petrolão". "O PT não tem limites, para ganhar a eleição vale tudo".

"Em relação ao governo Temer, quem escolheu o Temer foi o PT, ele era vice da Dilma", continuou. Haddad rebateu: "Quem se uniu ao Temer para trair a Dilma foi o PSDB."

De um lado, o PT querendo voltar depois de ter levado o País à pior recessão das últimas décadas. Do outro lado, uma aventura, um modelo autoritário e intolerante, que acha que mulher tem que ganhar menos que homem, que defende a tortura.Geraldo Alckmin (PSDB), sobre Haddad e Bolsonaro.

Alinhado com as ideias do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que nesta quinta divulgou uma carta pedindo "sensatez e união" aos brasileiros contra o PT e Bolsonaro, Alckmin voltou a se colocar como alternativa.

"Vemos, de um lado, o PT querendo voltar depois de ter levado o País à pior recessão das últimas décadas. Do outro lado, uma aventura, um modelo autoritário e intolerante, que acha que mulher tem que ganhar menos que homem, que defende a tortura", afirmou o tucano em suas considerações finais. "O Brasil perde com qualquer um desses extremos. É hora de união."

Estacionado nas pesquisas e atrás também de Ciro Gomes (PDT), Alckmin aposta no antipetismo para ir ao segundo turno. Neste debate, contudo, o tucano perdeu o papel de antagonista do PT para Alvaro Dias (Podemos), que chegou a chamar de Haddad de "porta-voz da tragédia" e "representante do caos".