POLÍTICA
19/09/2018 16:55 -03 | Atualizado 19/09/2018 18:17 -03

Meirelles sobre Haddad: 'Não é razoável candidato receber ordens de político preso'

Presidente do Banco Central durante o governo Lula, Meirelles critica o PT e diz que eleitor quer candidato com independência.

"Eu estou deslanchando. Posso ganhar até mesmo no primeiro turno", disse Meirelles, otimista.
Paulo Whitaker/Reuters
"Eu estou deslanchando. Posso ganhar até mesmo no primeiro turno", disse Meirelles, otimista.

Henrique Meirelles, candidato do MDB à Presidência da República, criticou nesta quarta-feira (19) o papel de destaque que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso, desempenha na campanha de Fernando Haddad (PT).

"É razoável, correto, o candidato ficar recebendo ordens de um político preso? Não é razoável. O candidato precisa ser independente", disse Meirelles no evento Amarelas ao Vivo, onde foi sabatinado por profissionais da revista Veja.

Presidente do Banco Central no governo Lula, Meirelles tenta colar sua imagem à do ex-presidente para conquistar o eleitorado. Com 2% das intenções de voto na pesquisa Ibope divulgada na terça-feira (18), o candidato esbanja otimismo e afirma que vencerá esta eleição.

"Eu já estou deslanchando. Basta manter essa velocidade de crescimento", disse Meirelles. "Posso ganhar até mesmo no primeiro turno."

Ele afirmou, ainda, que pesquisas internas de sua campanha indicam que ele tem hoje 4% das intenções de voto. "O crescimento é fortíssimo, porque eu venho de uma base muito baixa."

Eu já estou deslanchando. Basta manter essa velocidade de crescimento. Posso ganhar até mesmo no primeiro turno.

O candidato afirma que há uma "preocupação grande" com a polarização de "dois extremos", representada pelas candidaturas de Haddad e Jair Bolsonaro (PSL), e aposta que o eleitor mudará o voto na reta final da campanha. "No momento em que enxergarem uma alternativa, podem mudar o voto."

A 18 dias do primeiro turno, Meirelles disse acreditar que os eleitores que hoje estão com o PT e com Bolsonaro vão começar a "pensar com a razão".

"Com o tempo, as pessoas começam a pensar o seguinte: imagine se aquele desequilibrado que deu uma facada no Bolsonaro estivesse com uma arma de fogo na mão, como ele propõe? A tragédia seria muito maior, política e humana", afirmou, referindo-se ao ataque sofrido pelo adversário durante ato de campanha.