POLÍTICA
19/09/2018 13:19 -03 | Atualizado 19/09/2018 13:19 -03

Bolsonaro fala em reduzir impostos, e Paulo Guedes quer recriar CPMF

Ministro da Fazenda caso Bolsonaro seja eleito, economista quer recriar um imposto sobre movimentação financeira, segundo coluna da Mônica Bergamo.

"Chega de impostos é o nosso lema", defende Bolsonaro no Twitter.
Paulo Whitaker / Reuters
"Chega de impostos é o nosso lema", defende Bolsonaro no Twitter.

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, e seu futuro ministro da Fazendo, caso eleito, Paulo Guedes, entraram em choque nesta quarta-feira (19). Enquanto o presidenciável defende uma redução tributária, o economista anunciou que pretende recriar um imposto nos moldes da CPMF, que incide sobre movimentação financeira, de acordo com coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo.

Segundo o jornal, Guedes afirmou a uma platéia restrita de empresários que pretende criar uma alíquota única Imposto de Renda de 20% para pessoas físicas e jurídicas e aplicar a mesma taxa na tributação da distribuição de lucros e dividendos.

Para compensar, ele propõe eliminar a contribuição patronal para a previdência. O novo imposto se chamaria CP (Contribuição Previdenciária) e seria destinado a financiar o INSS.

Nesta quarta-feira (19), por outro lado, o candidato defendeu no Twitter uma redução da carga tributária. Internado desde 6 de setembro, vítima de uma facada, Bolsonaro tem tido dificuldades de coordenar a campanha.

No plano de governo, Bolsonaro promete a "unificação de tributos e a radical simplificação do sistema tributário nacional", no plano tributário.

Quanto à aposentadoria, o documento propõe a transição do modelo atual, de repartição, para um regime de capitalização, que seria introduzido "paulatinamente" no País.

No modelo de repartição, os trabalhadores da ativa contribuem e pagam os benefícios dos aposentados. De acordo com o plano de governo de Bolsonaro, "novos participantes terão a possibilidade de optar entre os sistemas novo e velho", e o contribuinte que optar pelo modelo de capitalização terá menos impostos sobre o salário.

No modelo de capitalização, as contribuições dos trabalhadores são aplicadas em um fundo e é a rentabilidade dos recursos que paga as aposentadorias de quem já parou de trabalhar.