POLÍTICA
19/09/2018 11:10 -03 | Atualizado 19/09/2018 11:10 -03

Amoêdo sobre Bolsonaro X Haddad: 'As experiências com os dois são ruins'

“Não consigo imaginar que são essas pessoas que tirarão o País da crise que está. Me preocupa esse cenário", diz o candidato do Novo.

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Amoêdo diz ter muitos obstáculos para apoiar os candidatos que lideram as pesquisas de intenção de votos para a Presidência do País.

O resultado da pesquisa Ibope, divulgado na terça-feira (18), que indica um possível segundo turno entre o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, e o do PT, Fernando Haddad, preocupa o candidato do Novo, João Amoêdo. O empresário acredita que nenhum dos dois têm capacidade para tirar o País da crise.

Nesta quarta-feira (19), no evento Amarelas ao Vivo, promovido pela revista Veja, o candidato reforçou ter dificuldade em apoiar o petista ou o deputado federal em um eventual segundo turno. "As experiências com os dois são ruins", justifica. Ele destaca que a lembrança que tem do PT é de má gestão e afirma que, dos 29 anos de Bolsonaro no Congresso, só tem 3 lembranças.

Só lembro dele brigando com a deputada Maria do Rosário (PT-RS), brigando com o deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) e elogiando um torturador [o coronel Brilhante Ustra, na instauração do processo de impeachment de Dilma Rousseff].

Em relação ao PT, Amoêdo diz ser improvável apoiar depois de "tudo que o partido fez". "Colocou o Brasil em sua maior recessão, participou do mensalão, do petrolão efz tem um ex-presidente preso", elenca.

"Não consigo imaginar que são essas pessoas que tirarão o País da crise que está. Me preocupa esse cenário. Estamos discutindo as pesquisas, quem vai vencer, sem se preocupar com quem vai ser melhor para o País."

A expectativa dele é que o Novo consiga galgar mais espaço ainda no primeiro turno. "Não dá ficar cegamente tomando nossas decisões único e exclusivamente por conta das pesquisas", diz. O candidato tem 2% de intenções de voto, de acordo com o Ibope.

Agenda liberal

Sabatinado por jornalistas da revista Veja, o empresário detalhou sua agenda liberal. Disse que, em um eventual governo, vai tornar igual a idade mínima para homens e mulheres aposentarem. Hoje, há uma diferenciação. As mulheres aposentam com 60 anos e os homens, com 65.

Na proposta inicial de reforma da Previdência de Michel Temer também havia a equiparação etária, mas após pressão social, com o argumento principal de que as mulheres têm dupla jornada, a idade ficou estabelecida em 62 para mulheres e 65 para homens. O texto foi aprovado na comissão especial, mas está parado na Câmara dos Deputados.

Amoêdo quer ainda a privatização da Petrobras, da Caixa Econômica, do Banco do Brasil e dos Correios. Ele diz que as propostas serão bem estudadas para evitar fortalecimento de monopólio. Para que as medidas não sejam vistas como impopulares e travem no Congresso Nacional, ele propõe reuniões semanais com os parlamentares para explicar a estratégia do Executivo.