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14/09/2018 10:04 -03 | Atualizado Há 7 horas

Segurança leva Roraima e Acre a caírem no Ranking de Competitividade dos Estados

Roraima registra 44 óbitos por 100 mil habitantes e cai de 3ª para 18ª posição no quesito segurança pessoal, que considera mortes violentas intencionais.

Roraima passou de 7º colocado para 26º no indicador de segurança. No quesito “Segurança pessoal”, que leva em conta a taxa de mortes violentas intencionais, a queda foi da 3ª posição para a 18ª. São 44 óbitos por 100 mil habitantes.
ISAC DANTES via Getty Images
Roraima passou de 7º colocado para 26º no indicador de segurança. No quesito “Segurança pessoal”, que leva em conta a taxa de mortes violentas intencionais, a queda foi da 3ª posição para a 18ª. São 44 óbitos por 100 mil habitantes.

Fragilidades de segurança em Roraima e no Acre levaram os 2 estados a caírem no Ranking de Competitividade dos Estados 2018 feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP), em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence Unit, divulgado nesta sexta-feira (14).

Em uma das mais graves crises de violência, com participação de facções, o Acre ocupava a 3ª posição em 2017, aparece em 20º neste ano, no tema segurança pública. O indicador considera a atuação do sistema de justiça criminal, presos sem condenação, déficit carcerário, mortes a esclarecer, segurança no trânsito, segurança Pessoal, segurança Patrimonial e qualidade da informação de criminalidade.

Desde 2016, a disputa pelo controle de fronteiras do tráfico de drogas na região levou a um enorme aumento da violência. O número de homicídios subiu 86% de 2015 para o ano seguinte. São 1,4 mil quilômetros de fronteiras com Bolívia e Peru, países produtores de cocaína do mundo.

Por outro lado, o sistema carcerário está sobrecarregado. O estado é o segundo que mais aprisiona no país e tem 10 entre 13 penitenciárias de nível péssimo, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

Roraima, por sua vez, passou de 7º colocado para 26º no indicador de segurança. No quesito "Segurança pessoal", que leva em conta a taxa de mortes violentas intencionais, a queda foi da 3ª posição para a 18ª. São 44 óbitos por 100 mil habitantes.

Também houve piora no indicador "mortes a esclarecer" (17º para o 22º lugar), com 6,54 mortes por causas externas indeterminadas por 100 mil habitantes. Quanto à segurança patrimonial, o estado saiu da 7ª posição para ocupar a 27ª posição (última), com 1.182 veículos roubados ou furtados para cada 100 mil.

Outras unidades da Federação com cenário de disputas entre grupos criminosos permaneceram mal colocadas. O Ceará ficou em 25º lugar, atrás do Rio Grande do Norte (24º) e do Rio de Janeiro (23º). No Rio, o resultado se deve a altos índices de furtos e roubos, mortes violentas e de crimes não resolvidos, ligados a dificuldades estruturais existentes na Polícia Militar, como corrupção, falta de equipamentos e baixa capacidade investigativa.

Nessa área, os melhores colocados são São Paulo (1º), Santa Catarina (2º) e Distrito Federal (3º). No lado oposto, estão Pernambuco (27º), Roraima (26º) e Ceará (25º).

Pilar Olivares / Reuters
Em meio à crise fiscal, o desempenho do Rio de Janeiro no ranking caiu de modo geral. O estado perdeu 4 posições e está em 13º lugar, maior queda nos últimos anos, seguindo a tendência de piora desde 2015.

Rio cai 4 posições no ranking de competitividade

Em meio à crise fiscal, o desempenho do Rio de Janeiro no ranking caiu de modo geral. O estado perdeu 4 posições e está em 13º lugar, maior queda nos últimos anos, seguindo a tendência de piora desde 2015.

Além de segurança, o indicador geral inclui sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, e sustentabilidade social. Há ainda 68 sub indicadores.

De 2017 para 2018, as maiores quedas no Rio foram em sustentabilidade ambiental (-10), segurança (-7), eficiência da máquina pública (-7) e solidez fiscal, no qual o estado permance na última posição. Neste quesito, a unidade da federação tem enfrentado uma forte deterioração desde 2016, com déficits primários grandes e um estoque de dívida crescente, mais de R$ 90 bilhões segundo dados do Banco Central.

O estudo aponta como causas do cenário atual o alto de número de desonerações tributárias promovidas pelo governo estadual, que reduziram a capacidade de arrecadação; o excessivo gasto com a máquina pública, em especial com servidores ativos, inativos e pensionistas e a crise econômica nacional.

Outro destaque negativo para fluminenses é o indicador de transparência do governo, dentro da eficiência da máquina pública. Ele avalia a qualidade das informações disponíveis à população e registrou o pior desempenho do estado no pilar, 26ª posição segundo dados da Controladoria Geral da União (CGU) divulgados em 2016.

No quesito eficiência do Judiciário, por sua vez, que mede a taxa de congestionamento das ações, o Rio caiu de 23ª posição para a 25ª. Para cada 10 processos pendentes ou novos, o estado só consegue finalizar a tramitação de 2 em uma determinada instância.

Na análise geral, o melhor desempenho é de São Paulo, seguido por Santa Catarina (2º) e Distrito Federal (3º). No lado oposto, estão Acre (27º), Maranhão (26º) e Sergipe (25º).