MULHERES
14/09/2018 16:49 -03 | Atualizado 14/09/2018 17:08 -03

Após críticas ao movimento, mulheres dão 'aula' do que é ser feminista a Danilo Gentili

Humorista criticou grupo "Mulheres Unidas Contra Bolsonaro" e elas resolveram responder com a hashtag #CalaBocaGentilli.

Assim como as eleições presidenciais, as redes estão com os nervos acirrados nos últimos meses. Após o grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro ser criado nesta semana e já ter quase 2 milhões membros, os ataques de defensores do candidato do PSL logo começaram a aparecer.

O mais recente, porém, provocou uma reação muito maior do que o se esperava. O apresentador e humorista Danilo Gentili, já bem conhecido por suas críticas ao movimento feminista, escreveu em seu perfil no Twitter que as mulheres que fazem parte do grupo estariam traindo o próprio movimento, pois se mobilizam para votar entre Fernando Haddad (PT) e Ciro Gomes (PDT), em vez de votar na Marina Silva (Rede), que é mulher.

"Porquê?", questionou retoricamente. "Porque um líder macho hétero branco esquerdista assim ordenou", respondeu de pronto. Segundo o humorista, isto seria a prova de que o movimento feminista "nunca foi algo pelo 'empoderamento' feminino e é só massinha de manobrinha'".

A reação, como era esperado, veio em massa. Uma das integrantes do grupo sugeriu que a resposta viesse das mulheres do grupo pelo Twitter, colocando a hashtag #CalaBocaGentilli. Poucas horas depois, a hashtag era a mais comentada na rede social.

O movimento contra Bolsonaro

O grupo foi mobilizado por eleitoras brasileiras contrárias ao candidato. Segundo as moderadoras, o espaço é para unir as mulheres que se opõem à candidatura de Jair Bolsonaro, pois o consideram "sexista, homofóbico e racista."

"Mulheres que se opõem à candidatura de Jair Bolsonaro não se calarão", diz o texto de apresentação na rede social, que ressalva não fazer qualquer apologia a um político ou partido específico.

"Juntas mostramos nossas diferenças e o respeito à diferença. Temos lados, apoiamos programas políticos diversos e sabemos discutir com respeito. Juntas mostraremos o que é fazer política de forma democrática."

Elas também organizaram para o dia 29 de setembro, em um sábado, um protesto Mulheres Contra Bolsonaro. O evento está confirmado a partir das 15h no Largo da Batata, em Pinheiros, na cidade de São Paulo. O evento já tem mais de 190 mil interessadas e 54 mil presenças confirmadas.