COMPORTAMENTO
11/09/2018 17:02 -03 | Atualizado 11/09/2018 17:06 -03

Por que o que o outro pensa sobre você não deve te afastar de novas amizades

Você pode estar subestimando o quando as pessoas realmente gostam de você.

Getty Images/iStockphoto

Imagine a cena.

Você foi apresentado a alguém - um amigo de um amigo em comum, ou até mesmo alguém em um evento de trabalho - e logo se afastou da conversa querendo se esconder. Pois é. Conhecer novas pessoas pode gerar ansiedade e é muito fácil se convencer de que você causou uma primeira impressão terrível em qualquer novo encontro.

Não raro as pessoas têm aquele estranhamento sobre algo que foi dito ou feito ao conhecerem uma nova pessoa. Tudo isso porque, no fundo, estamos super preocupados em causar uma boa impressão e não prestamos atenção no outro, de fato.

Porém, aqui estão algumas boas notícias. De acordo com uma nova pesquisa, nós precisamos ser mais gentis com nós mesmos e confiarmos, literalmente, em nosso potencial.

Os psicólogos examinaram um fenômeno conhecido como "liking gap" (ou hiato de simpatia, em tradução livre) que nada mais é do que a discrepância entre o que as pessoas realmente pensam sobre nós e o que achamos que elas pensam de nós.

O estudo intitulado "A lacuna do diálogo nas conversas: as pessoas gostam mais de nós do que pensamos?" foi publicado recentemente na revista acadêmica Psychological Science.

Na pesquisa, os psicólogos explicaram que nós subestimamos o nosso potencial quando estamos nos aproximando de alguém que ainda não é familiar para nós.

Essa ideia insistente sobre as primeiras impressões muitas vezes podem nos impedir de desenvolver novos relacionamentos. É por isso que os pesquisadores analisaram vários aspectos do que gera ou não a afinidade entre as pessoas.

Na pesquisa, os participantes foram colocados frente a frente com estranhos para desenvolverem conversas de 5 minutos. Depois, eles precisavam avaliar o que tinha sido interessante no encontro. Na maioria dos casos, as pessoas subestimavam o que o parceiro de conversa tinha achado da experiência.

Um dos principais motivos é a falta de atenção no outro, já que elas não conseguiam captar os sinais corporais e comportamentais que sugeriam que a outra pessoa estivesse tendo um momento interessante.

"Eles parecem estar muito envolvidos em suas próprias preocupações sobre o que deveriam dizer para ver os sinais de que os outros gostaram delas", disse a co-autora da pesquisa Margaret S. Clark, professors de psicologia na Universidade de Yale.

"Nós ficamos mais preocupados em nos monitorar criticamente. Somos pessimistas como uma forma de autoproteção e não queremos assumir que o outro gosta de nós antes de descobrirmos se isso é realmente verdade."

Que tal, então, se sentir um pouco mais confiante da próxima vez que você conhecer alguém novo? As chances de que as pessoas gostem de você são muito maiores do que você pensa.