POLÍTICA
11/09/2018 10:02 -03 | Atualizado 11/09/2018 10:04 -03

Beto Richa é preso em Curitiba em operação da Gaeco

O ex-governador também é alvo de operação da Lava Jato.

 Em mais uma ação da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou hoje (11) a Operação Piloto na Bahia, em São Paulo e no Paraná.
HEULER ANDREY via Getty Images
Em mais uma ação da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou hoje (11) a Operação Piloto na Bahia, em São Paulo e no Paraná.

O e-governador do Paraná e candidato ao Senado pelo PSDB Beto Richa foi preso na manhã desta terça-feira (11) em Curitiba, no Paraná.

Richa é investigado pela operação Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), deflagrada na manhã de hoje. Os policiais cumpriram mandados de prisão em uma investigação sobre o programa Patrulha Rural. Além de Richa, sua mulher Fernanda, Deonilson Roldo, seu ex-chefe de gabinete, e Pepe Richa, irmão de Richa, foram presos.

Em mais uma ação da Lava Jato, a Polícia Federal deflagrou hoje a Operação Piloto na Bahia, em São Paulo e no Paraná. O objetivo é investigar o envolvimento de funcionários públicos e empresários com a empreiteira Odebrecht no favorecimento de licitação para obras na rodovia estadual PR-323.

Cerca de 180 policiais federais cumprem 36 ordens judiciais de busca e apreensão, de prisão preventiva e também prisão temporária em Salvador, São Paulo, Lupianópolis, Colombo e Curitiba – estas três últimas cidades no Paraná. Eles apuram denúncias de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro. Um dos alvos da operação é o ex-governador do Paraná e candidato ao Senado Beto Richa.

As irregularidades teriam ocorrido em 2014 e envolvem o chamado Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht para beneficiar agentes públicos e privados no Paraná.

Em contrapartida, a construtora seria favorecida no processo de licitação para duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323 na modalidade parceria público-privada.

O nome de Operação Piloto remete ao codinome atribuído pelo Grupo Odebrecht em seus controles de repasses de pagamentos indevidos a investigados nesta ação policial. Os detidos serão conduzidos à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde permanecerão à disposição da Justiça.

(Com informações da Agência Brasil).