POLÍTICA
06/09/2018 13:59 -03 | Atualizado 06/09/2018 13:59 -03

Temer faz vídeo para Haddad e recomenda 'leia a Constituição'

"É que hoje Haddad ninguém quer cumprir a Constituição, ninguém quer cumprir lei. As pessoas querem fazer aquilo que você está fazendo. Ou seja, inventar as coisas da sua própria cabeça."

AFP/Getty Images

Irritado com as críticas ao seu governo, o presidente Michel Temer divulgou o terceiro vídeo de uma série na qual pede a candidatos à Presidência da República que falem a verdade. Depois de dois vídeos direcionados a Geraldo Alckmin, do PSDB, o emedebista divulgou um direcionado a Fernando Haddad, candidato virtual do PT e oficialmente vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

No vídeo, Temer rebate às críticas de golpista e à reforma trabalhista e pede a Haddad que leia a Constituição.

"Quando um presidente é impedido é o vice quem constitucionalmente assume. É que hoje, Haddad, ninguém quer cumprir a Constituição, ninguém quer cumprir lei. As pessoas querem fazer aquilo que você está fazendo. Ou seja, inventar as coisas da sua própria cabeça", dispara.

Temer recomendou ainda ao petista que lesse o artigo 7º da Constituição sobre direitos trabalhistas. "Ninguém pode alterar essas medidas, Haddad. Não adianta você dizer que nós tiramos direitos dos trabalhadores porque ele está na lei maior, está na Constituição. Ninguém pode tirar direitos dos trabalhador, como eu não tirei."

E deixa um recado:

Se você algum dia for ocupar algum cargo, você vai ter que deixar a Constituição do lado e seguir, como eu sigo e estou relatando agora isso a você. Tome cuidado Haddad, tome cuidado.

Temer X Alckmin

Entre a noite de quarta-feira (5) e a manhã desta quinta-feira (6), Temer divulgou dois vídeos direcionados ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. Nas gravações, ele exige que o tucano não ouça seus marqueteiros e "atenda apenas à verdade".

No primeiro vídeo, o presidente destaca que sua base aliada é parte da coligação do tucano. Já no segundo, relembra que o próprio PSDB fez parte do governo.

Ao rebater as críticas, Alckmin reforçou que o problema não são os ministros da base aliada do emedebista que compõem a aliança tucana, mas o próprio presidente Temer.

Reconheceu ainda que o PSDB esteve ao lado do governo, mas disse que o partido votou naquilo que acredita e não por ter sido parte do Executivo e ocupado espaço dentro do Palácio do Planalto.