POLÍTICA
05/09/2018 20:42 -03 | Atualizado 05/09/2018 22:49 -03

Ibope: Bolsonaro tem 22%; Marina, 12%; Ciro, 12%; Alckmin, 9%; e Haddad, 6%

Ciro Gomes (PDT) avançou 3 pontos e é o único candidato que subiu além da margem de erro. Pesquisa é a primeira após TSE barrar Lula.

Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad.
Getty Images e Reuters
Jair Bolsonaro, Marina Silva, Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Fernando Haddad.

Pesquisa Ibope sobre a corrida presidencial divulgada nesta quarta-feira (5) mostra Jair Bolsonaro na liderança e um empate técnico triplo no 2º lugar:

Jair Bolsonaro (PSL) - 22%

Marina Silva (Rede) - 12%

Ciro Gomes (PDT) - 12%

Geraldo Alckmin (PSDB) - 9%

Fernando Haddad (PT) - 6%

A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Assim, Alckmin também aparece tecnicamente empatado com Haddad no 3º lugar.

Compare os números com o resultado da pesquisa Ibope de 20 de agosto:

Jair Bolsonaro (PSL) - 20%

Marina Silva (Rede) - 12%

Ciro Gomes (PDT) - 9%

Geraldo Alckmin (PSDB) - 7%

Fernando Haddad (PT) - 4%

Na pesquisa divulgada nesta quarta-feira, Alvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo (Novo) aparecem com 3% das intenções de voto cada um, seguidos de Henrique Meirelles (MDB), com 2%.

Guilherme Boulos (PSol), Vera Lúcia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) registraram 1% cada. Cabo Daciolo (Patriota) e Eymael (DC) não pontuaram.

Brancos e nulos somam 21%. Não sabem ou não responderam, 7%.

Com avanço de 3 pontos em relação ao último levantamento Ibope, Ciro Gomes é o único candidato que subiu além da margem de erro.

A pesquisa foi feita entre os dias 1 e 3 de setembro e ouviu 2.002 eleitores. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Segundo turno

Todos os candidatos ganham de Bolsonaro nas simulações de segundo turno, com a exceção de Haddad, com quem o ex-capitão tem empate técnico:

Ciro 44% x 33% Bolsonaro (brancos e nulos: 19%/não sabem: 4%)

Marina 43% x 33% Bolsonaro (brancos e nulos: 20%/não sabem: 3%)

Alckmin 41% x 32% Bolsonaro (brancos e nulos: 23%/não sabem: 4%)

Bolsonaro 37% x 36% Haddad (brancos e nulos: 22%/não sabem: 5%)

Sem Lula

Esta é a primeira pesquisa Ibope realizada após o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O tribunal deu prazo até 11 de setembro para o PT indicar um novo candidato, mas o partido ainda recorre da decisão. A expectativa é que Haddad, vice de Lula, substitua o ex-presidente na cabeça de chapa, com Manuela D'Ávila (PCdoB) na vice.

O Ibope deveria ter divulgado a pesquisa na terça (4), mas, após o impedimento de Lula, decidiu aplicar um questionário diferente do que havia registrado no TSE. O instituto aguardava uma posição do tribunal, mas o TSE informou que não poderia se manifestar sobre questões do tipo em período eleitoral.

Leia a nota do Ibope:

"Como informado ontem, na pesquisa de intenção de votos realizada entre os dias 1 e 3 de setembro, para seguir as decisões decorrentes do indeferimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiram, entre outras coisas, que o ex-presidente participasse, como candidato, de atos de campanha, o Ibope deixou de aplicar o questionário em que o nome de Lula aparecia como postulante ao cargo de presidente da República, como constava do registo da pesquisa feito no TSE.

O instituto pesquisou apenas o cenário em que o nome de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, aparecia juntamente com os candidatos que pediram registro.

O Ibope indagou ao TSE se este procedimento estava correto. Em sua decisão de hoje, o ministro Luiz Felipe Salomão explicou que, segundo a lei, o TSE está impedido de responder a consultas como essa durante o período eleitoral.

Diante disso, e convicto de que agiu de boa fé e dentro da lei, e, ainda, no intuito de não privar o eleitor de informações relevantes sobre a situação atual das intenções de voto na eleição presidencial, o Ibope decidiu liberar os resultados da pesquisa para divulgação, decisão que contou com o apoio dos contratantes TV Globo e O Estado de S.Paulo."