POLÍTICA
04/09/2018 00:15 -03 | Atualizado 04/09/2018 00:15 -03

Henrique Meirelles quer adotar idade mínima e mudar aposentadoria do setor público

Candidato do MDB diz que atual sistema previdenciário é insustentável e critica distorções.

Adriano Machado / Reuters
O plano de Meirelles analisa que, apesar de ser muito cara para as contas públicas, a Previdência é injusta.

A reforma da Previdência é um dos temas caros no plano de governo de Henrique Meirelles, candidado do MDB à Presidência do Brasil.

Segundo o ex-ministro da Fazenda do governo Temer, uma economia brasileira sustentável precisa passar por uma ampla reforma da Previdência Social.

Em 2017, o déficit previdenciário foi de R$ 182,45 bilhões, rombo equivalente a 2,8% do Produto Interno Bruto (PIB). O valor atingiu seu pior patamar desde 1995, quando começou a série histórica.

"Para promover o crescimento sustentado, impõe-se uma necessária e inaudível reforma da Previdência Social, visando sobretudo ao combate a distorções e privilégios", diz o programa de governo do presidenciável.

Ele acrescenta que a Previdência abocanha 57% de todo orçamento do governo federal. "Se persistir a tendência atual, em 20 anos, os gastos com aposentadorias e pensões vão corresponder a 100%. Ou seja, o sistema é insustentável."

O plano analisa ainda que, apesar de ser extremamente cara para as contas públicas, a Previdência é injusta. "70% dos trabalhadores que se aposentam por tempo de contribuição com menos de 65 anos têm seus salários entre os 20% maiores do país. A grande maioria dos trabalhadores pobres se aposenta por idade, aos 65 anos, pois não tem emprego formal e não consegue contribuir por 35 anos antes de atingir 65 anos de idade."

Metas para Previdência

Henrique Meirelles apresenta duas metas na área: adoção de uma idade mínima para se aposentar e a convergência do sistema de aposentadorias dos funcionários públicos ao sistema dos trabalhadores do setor privado, "ambas já em discussão no Congresso".

"Não há como enfrentar as tecnologias do século 21 sem mudar nossa forma de pensar sobre a educação, o trabalho, a previdência social e a regulação dos negócios", destaca o programa de Meirelles.