POLÍTICA
02/09/2018 09:35 -03 | Atualizado 02/09/2018 11:33 -03

Vídeo de Alckmin mostra Bolsonaro xingando mulheres

Comercial exibe imagens de Bolsonaro ofendendo deputada e jornalista. No Twitter, deputado revida e cita escândalo da merenda.

Reprodução
Jair Bolsonaro xinga Maria do Rosário em 2003, no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

A campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) à Presidência voltou a atacar o adversário Jair Bolsonaro (PSL) na TV. No sábado (1º), o tucano levou ao ar vídeos em que o deputado xinga de "idiota" e "ignorante" uma repórter da RedeTV!, em 2014, e no qual ofende a deputada Maria do Rosário (PT-RS) chamando-a de "vagabunda", em 2003.

Ambos os registros foram feitos no Salão Verde da Câmara dos Deputados, dentro do Congresso Nacional.

O comercial tem início com uma narradora perguntando à telespectadora se ela "gostaria de ser tratada desse jeito", para então exibir a cena em que Bolsonaro ameaça a petista e a empurra.

A narradora segue e questiona o telespectador se ele gostaria que sua mãe ou irmã fossem tratadas dessa forma, e os vídeos das agressões são exibidos. Ao final da peça, a pergunta: "Você gostaria de ter um presidente que trata as mulheres como Bolsonaro trata?"

Na sexta-feira (31), a campanha de Alckmin colocou na TV o vídeo "Não é na bala que se resolve", uma crítica às propostas de Bolsonaro de facilitar a posse e o porte de arma. Agora, com a nova peça, o tucano mira as mulheres.

Conhecido por declarações misóginas, Bolsonaro enfrenta alta rejeição do eleitorado feminino.

Em um episódio que causou indignação, o deputado afirmou que Maria do Rosário "não merece" ser estuprada. O caso ocorreu em 2014, ou seja, 11 anos depois de Bolsonaro xingar Rosário de vagabunda em frente às câmeras. Hoje o ex-capitão é réu no STF (Supremo Tribunal Federal) por apologia ao crime de estupro e injúria.

Merenda

Em resposta aos vídeos, Bolsonaro usou o Twitter para atacar Alckmin. "Você gostaria que sua filha ficasse sem merenda escolar?", postou.

O deputado faz referência ao esquema que ficou conhecido como Máfia da Merenda, descoberto em 2016 no estado de São Paulo. Embora os desvios tenham ocorrido durante a gestão Alckmin, o tucano não foi envolvido diretamente no escândalo.