POLÍTICA
01/09/2018 16:51 -03 | Atualizado 02/09/2018 00:10 -03

Após TSE barrar Lula, adversários dizem que disputa eleitoral fica mais 'clara'

Marina afirma que eleições podem seguir 'os ritos legais', e Ciro diz que campanha fica mais clara; Boulos critica Judiciário.

Ricardo Moraes/Reuters
Haddad e Lula, em 2012. Haddad deve assumir cabeça de chapa da candidatura do PT à Presidência.

Candidatos à Presidência nas eleições 2018 repercutiram neste sábado (1º) a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de barrar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A primeira a se manifestar foi Marina Silva (Rede). Ainda na noite de sexta (31), Marina escreveu que, a partir da decisão, "o processo eleitoral poderá seguir de acordo com os ritos legais".

Em tuítes publicados na manhã deste sábado, Ciro Gomes (PDT) foi na mesma direção. Ele disse, contudo, que "ainda que considere injusta a condenação [de Lula], a Lei da Ficha Limpa certamente impediria sua candidatura".

"Compreendo a dor e o momento difícil por que passa o PT, mas entendo que a decisão neste momento tornará a campanha mais clara para os eleitores, evitando o trauma e a perplexidade de uma substituição na véspera da eleição."

Guilherme Boulos (PSol) disse, também pelo Twitter, que o voto do ministro Luís Roberto Barroso, relator do processo de Lula no TSE, é "escandaloso".

"Barroso acaba de dizer que todas as instituições estão funcionando normalmente no País. Os livros de história lembrarão do ministro que no mesmo mês aumentou o salário dos juízes e negou a legitimidade de uma liminar de um comitê na ONU."

Em agenda no Ceará, Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou que a decisão do TSE "clareou" o cenário. "Vamos saber agora quem é o candidato", disse o tucano, segundo o jornal O Estado de S.Paulo.

Henrique Meirelles (MDB), ainda de acordo com o Estadão, seguiu o mesmo tom e disse que agora acaba "essa confusão de alguém que se lança candidato, mas não é candidato, e o candidato a vice, que é o candidato", em referência a Fernando Haddad (PT).

Próximos passos

O PT afirma que vai recorrer da decisão do TSE e que vai levar a candidatura de Lula até o fim. Esse foi o tom do primeiro programa petista no horário eleitoral, exibido neste sábado.

O TSE deu 10 dias para o PT trocar os nomes da chapa. Lula está preso desde abril em Curitiba, após condenação em segunda instância no processo do triplex em Guarujá (SP).

Haddad visitará o ex-presidente na segunda-feira (3), e só então o partido tomará uma decisão. A expectativa é que Haddad assuma a cabeça de chapa, com Manuela D'Ávila (PcdoB) como candidata a vice-presidente.