POLÍTICA
30/08/2018 09:09 -03 | Atualizado 30/08/2018 09:09 -03

Geraldo Alckmin nega no Jornal Nacional que PCC comande crime de dentro da prisão

Candidato à Presidência pelo PSDB também falou de alianças políticas e denúncias em obras de São Paulo, que governou nos últimos 8 anos.

Reprodução/Twitter/Reality Social/TV Globo
Geraldo Alckmin foi 3º candidato a presidente entrevistado no Jornal Nacional.

Geraldo Alckminfoi o terceiro candidato a presidente sabatinado pelo Jornal Nacional. Nesta quarta-feira (29), foi a vez de ele ser alvo das questões de Renata Vasconcellos e William Bonner.

A primeira pergunta foi sobre a aliança do presidenciável do PSDB com o Centrão, integrado por partidos envolvidos com corrupção ou marcados por fisiologia. "Todos os partidos têm bons quadros. Precisamos de maioria [no Congresso] pra fazer as reformas", justificou o tucano.

Ele tentou negar a proximidade de sua legenda com o ex-presidente Fernando Collor de Mello, em Alagoas. Mas Vasconcellos cravou:

Collor é candidato ao governo de Alagoas. Alckmin tentou justificar que se trata de um arranjo local.

Sobre corrupção, ele defendeu o ex-presidente da Dersa Laurence Casagrande, indiciado por envolvimento em esquema de desvio de recursos das obras do Rodoanel, no trecho norte, em São Paulo. A Dersa é controlada pelo governo estadual para executar obras de desenvolvimento rodoviário.

Para Alckmin, Casagrande "é um homem sério, correto" e "fez uma belíssima obra". "Acho que o Laurence está sendo injustiçado", afirmou.

PCC e o crime organizado em São Paulo

Um dos tópicos mais quentes da sabatina com Alckmin foi a criminalidade em São Paulo. O estado tem a menor taxa de homicídios por 100 mil habitantes no País.

Alckmin defendeu que esses números são resultantes do trabalho integrado das polícias. Renata Vasconcellos questionou se essa redução, conforme defendem especialistas, não é atribuída à facção criminosa que eliminou as rivais e assim dominou o crime em São Paulo — uma referência ao PCC.

Sem mencionar o PCC, Bonner insistiu sobre "a maior facção criminosa do Brasil, nascida em São Paulo" comandar o crime da cadeia e se expandir pelo Brasil e fora dele. Alckmin disse negar "essa realidade".