ENTRETENIMENTO
30/08/2018 17:54 -03 | Atualizado 21/09/2018 18:36 -03

'Assédio': O incômodo trailer da minissérie baseada no caso Roger Abdelmassih

Escrita por Maria Camargo e dirigida por Amora Mautner, 'Assédio' será exibida exclusivamente na plataforma Globoplay.

Montagem/Ramón Vasconcelos/Globo/Agência Brasil
Na trama, Antonio Calloni dá vida ao médico Roger Sadala.

Sombrio e incômodo. Pode-se definir assim o primeiro trailer de Assédio, minissérie em 10 capítulos livremente inspirada nas histórias das mulheres que se uniram para denunciar os assédios e estupros envolvendo o médico paulista Roger Abdelmassih.

Baseada no livro A Clínica – A Farsa e Os Crimes de Roger Abdelmassih, de Vicente Vilardaga, a produção é escrita por Maria Camargo (Nise: O Coração da Loucura) e dirigida por Amora Mautner (Avenida Brasil).

Na ficção, o médico é vivido pelo ator Antonio Calloni, e apresentado pelo nome de Roger Sadala. O elenco conta com as atrizes Adriana Esteves, Monica Iozzi, Paolla Oliveira e Hermila Guedes.

Assista ao trailer clicando na imagem abaixo:

Ramón Vasconcelos/Globo

Apesar de reunir astros e estrelas da da Globo, Assédio não será exibida na emissora carioca.

A produção dividida em 10 episódios será lançada em setembro exclusivamente na Globoplay, estreando o catálogo de séries originais (sem vínculo com a TV aberta) da plataforma. Tal movimento sinaliza a entrada definitiva da Globo no mercado de streaming.

Ramón Vasconcelos/Globo
Na trama, o médico Roger Sadala é descrito como "um homem poderoso, influente, passional e ambíguo".

A história de Abdelmassih

Figura que circulava entre celebridades e a alta sociedade, o ex-médico paulista, hoje com 74 anos, é considerado um dos pioneiros da fertilização in vitro no Brasil. Ao longo de décadas, atendeu diversas personalidades brasileiras que precisavam de ajuda para tentar ter filhos.

Na lista de famosos que procuraram a clínica de Abdelmassih estão Pelé, o apresentador Gugu Liberato, o humorista Tom Cavalcante, a atriz Luíza Tomé, o senador Renan Calheiros e o ex-presidente da República Fernando Collor de Melo.

Em 2008, veio à tona uma série de denúncias de que o especialista em reprodução humana teria abusado sexualmente de pacientes sedadas. O número de denúncias não parou de aumentar.

Em 2011, Abdelmassih foi condenado a 181 anos de prisão por 56 estupros de 37 pacientes. Ele ficou foragido até 2014, quando foi preso pela Polícia Federal em em Assunção, capital do Paraguai, onde vivia com a esposa e seus dois filhos.

Em outubro do ano passado, o ex-médico teve a pena de prisão em regime fechado convertida em prisão domiciliar. A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) levou em consideração o quadro clínico de Abdelmassih.

"Justifica-se a concessão da prisão domiciliar em caráter humanitário, haja vista a informação de que, constantemente, faltam, no sistema médico prisional, os medicamentos necessários ao tratamento do paciente", ressaltou na época o ministro Ricardo Lewandowski.

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