POLÍTICA
30/08/2018 07:54 -03 | Atualizado 30/08/2018 07:54 -03

Alvaro Dias quer tributação 'sem papelada' e fim de impostos como PIS e IPI

Candidato do Podemos também promete isenção do IR para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil.

Adriano Machado / Reuters
O candidato do Podemos não explica ao certo como faria para repor o dinheiro arrecadado com a redução de tributos.

O candidato do Podemos Alvaro Dias propõe ideias para melhorar um dos maiores gargalos da economia brasileira: os impostos.

Na meta "Menos Impostos, já", presente em seu plano de governo, Dias promete eliminar 7 grandes tributos federais: o PIS (Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público), Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social), IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), Cide (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico), CPP (Contribuição Patronal Previdenciária), CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido) e o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

Além disso, ele afirma que vai acabar com a "papelada tributária" e promete isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil, além de equalizar o IR sobre todas as fontes de renda.

A tabela progressiva do Imposto de Renda mensal deste ano é obrigatória para salários a partir de R$ 1.903,99, com alíquota de 7,5%. A alíquota máxima é de 27,5% para salários iguais ou acima de R$ 4.664,68.

De acordo com estudo do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação) publicado em 2016, os impostos que mais contribuem para os cofres públicos são o ICMS (18,3%), a Previdência (17,09%), o Imposto de Renda (15,42%), o Cofins (9,02%), o FGTS (5,28%) e o CSLL (3,31%). Todos são arrecadados pelo governo federal.

O candidato do Podemos, porém, não explica ao certo como faria para repor o dinheiro arrecadado com a redução de tributos. Outros pontos do programa citam uma "completa revisão da estrutura do gasto público" e "redução dos níveis de corrupção e desperdícios do governo", que resultaria em uma contenção de despesas e economia de recursos.

O programa acrescenta que trabalhará para um "Estado mais eficiente" para que os serviço prestados à população "justifiquem o custo tributário arcado pelos brasileiros."

Ao final do plano, Alvaro Dia assinou uma "Carta aos prefeitos", em que propõe promover reforma tributária que "estabeleça como prioridade a mais justa distribuição dos recursos entre os entes federados, no contexto do novo pacto federativo."