POLÍTICA
28/08/2018 23:01 -03 | Atualizado 28/08/2018 23:24 -03

TSE nega pedido de Lula por cobertura da campanha na TV

Defesa pediu mesmo tratamento dado a outros candidatos nos telejornais. Ministro afirmou que Lula está preso e, por isso, não tem agenda a ser divulgada.

Mauro Pimentel/AFP/Getty Images
Condenado pela Lava Jato, Lula está preso e pode ter candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa.

O plenário do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) rejeitou na noite desta terça-feira (28) o pedido apresentado pela defesa de Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à Presidência, para que emissoras de TV como Globo, Band, Record e SBT fizessem a cobertura da campanha petista em seus telejornais.

O placar foi de 6 votos contra 1.

No recurso apresentado, a defesa pediu "isonomia" a Lula, de forma a garantir cobertura diária ao petista, "exatamente como o fazem em relação aos demais candidatos ao mesmo cargo".

Relator do processo, o ministro Sergio Banhos já havia negado o pedido, mas a defesa entrou com recurso. Nesta terça, Banhos afirmou que, como Lula está preso, não é possível falar em campanha. "Não há agenda a ser divulgada".

Seguiram o relator e votaram contra o pedido de Lula os ministros Luís Roberto Barroso, Luiz Edson Fachin, Jorge Mussi, Tarcísio Vieira de Carvalho e a presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

O vice-procurador-geral eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, argumentou ainda que as emissoras têm autonomia para decidir o que deve ser noticiado ou não, desde que não exista tratamento privilegiado.

O único a divergir foi o ministro Napoleão Nunes Maia, que entende haver "discriminação" contra Lula.

O ex-presidente está preso desde abril, após confirmação, na segunda instância, de sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). Ainda assim, o petista lidera todas as pesquisas de intenção de voto para a Presidência. Ele nega que seja dono do imóvel e se diz preso político.

Haddad em campanha

A candidatura de Lula tem sido representada em viagens pelo País por Fernando Haddad (PT), ex-prefeito de São Paulo e vice na chapa petista. Ele é cotado como provável candidato à Presidência caso Lula seja barrado pela Lei da Ficha Limpa.

No recurso apresentado, a defesa afirma que as emissoras "omitem de sua programação comum a existência da campanha de Lula, apenas mencionando em oportunidades que as convêm politicamente". A petição, contudo, não cita o nome de Haddad.