POLÍTICA
28/08/2018 13:40 -03 | Atualizado 28/08/2018 13:40 -03

Jucá, Eunício, Meirelles: Aliados abandonam Temer para sobreviver

Exemplos de correligionários insatisfeitos vão desde Romero Jucá, que chegou a ser ministro do Planejamento, ao presidente do Senado, Eunício Oliveira.

Ueslei Marcelino / Reuters
Presidente Michel Temer é rejeitado por 82% da população.

A notícia da saída do senador Romero Jucá (MDB-RR) da liderança do governo era a cartada que faltava para deixar claro que ninguém quer a sombra do presidente Michel Temer interferindo nas eleições.

Neste momento, mais importante que a parceria é o resultado nas urnas, por isso, a decisão de Jucá. Um dos principais articuladores do impeachment que levou Temer à Presidência, o senador foi ministro do Planejamento e, alvejado pela Lava Jato, deixou o cargo para assumir a liderança do governo.

Soldado de Temer no Congresso, Jucá rompeu relações com o presidente para agradar os eleitores de Roraima que querem que o governo feche a fronteira e impeça a entrada de venezuelanos. Em busca de votos, Jucá deixou o cargo para poder atirar contra o correligionário.

No MDB, mais vale o resultado positivo nas urnas que a defesa do governo Temer. A mesma interpretação vale para alianças locais. É isso que justifica o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE) pedir votos para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e acenar informalmente a Ciro Gomes (PDT) quando o partido tem um candidato próprio, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Isolado

Meirelles, mesmo sendo candidato do MDB, também tenta se livrar das sombras de Temer. "Não sou candidato do governo", disparou no início deste mês. O presidente carrega o título de ser o mais impopular da história, é rejeitado por 82% da população.

Ainda assim, Meirelles garante que a popularidade Temer não interfere em sua candidatura. ainda não acreditar que a baixa avaliação do presidente interfere em sua candidatura. "Até porque não interfere no meu trabalho (...). Minha candidatura é resultado de tudo aquilo que eu fiz, seja no governo que terminou com 80% de popularidade, seja no governo que, por outras razões, terminou com baixa popularidade."

No Maranhão, a situação é semelhante. Não é Meirelles, que embora tente afastar de Temer, que é o candidato do MDB no estado. O nome de Temer passa bem longe. Roseana Sarney, candidata ao governo, esse esforça desde a pré-campanha para se alinhar ao ex-presidente Lula, líder nas intenções de votos no estado.