POLÍTICA
28/08/2018 20:29 -03 | Atualizado 29/08/2018 14:44 -03

Amoêdo e Bolsonaro disputam o voto da direita nas redes sociais

Com bom desempenho nas pesquisas, candidato do Novo tem sido alvo de eleitores do ex-capitão do Exército na internet.

A subida de João Amoêdo (Novo) nas pesquisas acendeu um alerta nos eleitores de Jair Bolsonaro (PSL). Posicionados ideologicamente à direita e com o antipetismo como marca, ambos contam com militância ativa nas redes sociais, palco da batalha recente que envolve os dois candidatos.

Levantamento Datafolha divulgado na semana passada aponta Amoêdo com 2% das intenções de voto para a Presidência da República. Foi a primeira vez que uma pesquisa mostrou Amoêdo descolado do grupo de candidatos que atinge até 1% dos votos.

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Seria João Amoêdo um candidato da esquerda?

Pesquisa encomendada pelo BTG Pactual e divulgada na segunda-feira (27) revela um desempenho ainda melhor do candidato do Novo, com 3% das intenções de voto na resposta espontânea – ele só perde para Bolsonaro, que aparece com 19%, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem 26%.

A pesquisa do BTG ouviu 2 mil eleitores em todo o Brasil, por telefone, e foi divulgada incialmente para clientes do banco.

Enquanto Bolsonaro se esforça para conquistar o voto do mercado financeiro, missão delegada pelo ex-capitão ao economista ultraliberal Paulo Guedes, o milionário Amoêdo tem trânsito fácil no setor.

Simpatizantes de Bolsonaro, contudo, têm distribuído memes e mensagens que acusam Amoêdo de lançar candidatura para beneficiar a esquerda, uma vez que estaria disputando os votos da direita.

A reação dos eleitores de Amoêdo foi imediata, e já circulam memes que comparam a trajetória dos dois candidatos. A conclusão das postagens é que, ao contrário de Amoêdo, Bolsonaro não representa o pensamento liberal.

Amoêdo, por exemplo, defende a venda de estatais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Eletrobrás e Petrobrás. Bolsonaro também tem defendido as privatizações, mas, com fama de estatista e nacionalista, o ex-militar precisa a todo momento dizer que, sim, hoje é um liberal convicto.

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