POLÍTICA
27/08/2018 01:03 -03 | Atualizado 27/08/2018 01:03 -03

Vera Lúcia quer estatizar 100 empresas e estender seguro-desemprego para 2 anos

Candidata à Presidência apresentou plano de governo focado no combate ao desemprego.

Divulgação
Candidata do PSTU apresentou plano de governo com 16 pontos.

Co-fundadora do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) na década de 1990, a pernambucana Vera Lúcia, de 50 anos, concorrerá pela primeira vez à Presidência da República em 2018.

Em seu plano de governo, postado no site do TSE e batizado de 16 Pontos de um Programa Socialista para o Brasil Contra a Crise Capitalista, Vera Lúcia enfatiza em inúmeras ocasiões a necessidade da geração de empregos e critica ferrenhamente a Reforma da Previdência.

O plano da candidata para sanar o desemprego no Brasil, caso vença as eleições do dia 7 de outubro, inclui a revogação da reforma trabalhista e do teto de gastos públicos e o combate à reforma da Previdência.

Vera Lúcia defende reduzir a jornada de trabalho sem cortar salários. "Precisamos reduzir a jornada para 36 horas semanais, sem reduzir os salários, abrindo postos de trabalho à custa dos lucros das empresas", afirma o texto.

Como medida de emergência, diante dos 13 milhões de desempregados do País, Vera Lúcia propõe estender o seguro-desemprego para 2 anos. Atualmente, o trabalhador tem direito ao benefício de 3 a 5 meses, a depender do período trabalhado antes da dispesa.

Obras públicas e estatização

O plano de governo do PSTU enfatiza também obras públicas para gerar emprego. A estatização das 100 maiores empresas para o controle dos trabalhadores é também uma prioridade.

"A economia brasileira é controlada hoje por um punhado de grandes empresas, grande parte delas sob controle do capital estrangeiro. As 100 maiores empresas têm o faturamento igual a 40% de tudo o que o Brasil produz em um ano. Mas só são responsáveis por 2 milhões de empregos, num universo de mais de 100 milhões de trabalhadores brasileiros", afirma o documento do PSTU.

Por isso, há a defesa de estatizar as empresas para "fazer com que produzam de acordo com as necessidades da população, e não para o lucro de meia dúzia de bilionários".