POLÍTICA
27/08/2018 01:07 -03 | Atualizado 27/08/2018 01:07 -03

João Goulart Filho quer revogar reforma trabalhista e fortalecer Justiça do Trabalho

Filho do ex-presidente João Goulart é novato na corrida à Presidência da República.

Geraldo Magela/Agência Senado
João Goulart Filho quer dobrar valor do salário mínimo.

Sobrinho de Leonel Brizola, com quem fundou o PDT, filho do ex-presidente João Goulart e eleito deputado estadual pelo Rio Grande do Sul em 1982, João Vicente Goulart, ou João Goulart Filho, é o candidato do PPL (Partido Pátria Livre) à Presidência da República nas eleições gerais do dia 7 de outubro.

Para superar o rótulo de "nanico" que carrega — conferido aos candidatos que não chegam a 1% das intenções de voto nas pesquisas —, João Goulart Filho tem como metas acabar com o desemprego e melhorar "de forma geral" os salários daqueles que já estão trabalhando.

Segundo o candidato, "sem expansão do mercado interno e distribuição da renda não havará desenvolvimento econômico".

Para alcançar sucesso em suas iniciativas, João Goulart Filho propõe "revogar o teto do INSS, de R$ 5.579,06 para aposentadorias do setor privado e público e revogar todas as leis previdenciárias de FHC, Lula, Dilma e Temer".

O programa de governo dele aborda o desemprego em dois pontos específicos entre os 20 elencados em suas 14 páginas. Vamos a eles.

João Goulart Filho quer revogar a reforma trabalhista no seu primeiro dia de governo. A partir daí, suas propostas são: implantar a jornada de trabalho de 40 horas semanais; fortalecer a Justiça do Trabalho, restabelecendo "a figura do juiz classista"; e dobrar a multa rescisória em caso de demissão sem justa causa.

Ele também quer dobrar o salário mínimo real em 4 anos. A seguir, outras metas dele:

  • Acabar com o desemprego, promover a melhoria geral dos salários e aposentadorias;
  • Erradicar o trabalho escravo e a super-exploração do trabalho da mulher;
  • Tornar realidade o princípio do pagamento de salário igual para trabalho igual;
  • Ampliar a licença maternidade para o período de um ano;
  • Voltar à Constituição Cidadã de 1988, revogar todas as emendas e leis previdenciárias de FHC, Lula, Dilma e Temer.

20 milhões de empregos

"Com o Estado cumprindo a sua parte", diz o programa de governo, a elevação do investimento público estimulará o investimento privado e o País poderá dobrar em 4 anos a taxa geral de investimento hoje no nível de 16% do PIB.

"O país está se debatendo no fundo do poço. Os milhões de postos de trabalho fechados e os bilhões de reais perdidos pelos trabalhadores com a redução geral dos salários não têm como ser recuperados pouco a pouco", afirma o documento,

Por isso, "as opções que estão na mesa são o crescimento acelerado ou a estagnação. Optando pelo primeiro, criaremos em 4 anos 20 milhões de empregos".