POLÍTICA
27/08/2018 01:05 -03 | Atualizado 27/08/2018 01:05 -03

Ciro aposta em programa 'emergencial' de emprego com foco na construção civil

Candidato propõe estímulo ao setor para combater o desemprego, além de criação de cursos para população 'nem-nem'.

Nelson Almeida/AFP/Getty Images
Ciro Gomes defende estímulos à construção civil como forma de gerar emprego rapidamente.

Ciro Gomes, candidato do PDT à Presidência da República, defende medidas para a criação imediata de empregos como forma de combater o "desolador" número de 13 milhões de desempregados no Brasil.

No plano de governo registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o candidato propõe um "programa emergencial de emprego" com foco em construção civil.

De acordo com o documento, haverá estímulos ao setor por meio de uma "política orientada à recuperação da infraestrutura, incluindo o saneamento básico e a habitação".

Além desse programa específico, a equipe econômica de Ciro sugere outras medidas emergenciais de combate ao desemprego:

  • Criação de programas de capacitação nos bolsões de desemprego das grandes cidades;
  • "Adoção, melhoria e multiplicação" de creches informais, para que as mães possam ingressar no mercado de trabalho;
  • Criação de cursos de capacitação de curta duração voltados à população "nem-nem" (jovens de 15 a 29 anos que não estudam, nem trabalham);
  • Revisão das atuais leis trabalhistas "de modo a adaptá-las às novas tendências do mercado de trabalho" e "alavancar o empreendedorismo".

Reindustrialização e emprego

Ciro também defende o aumento das exportações do setor industrial como solução para recuperar o emprego no momento inicial.

"A reindustrialização do País, já que este setor perdeu muito espaço desde a década de 1990, é um ponto central de nossa estratégia de desenvolvimento", diz trecho do plano de governo. "O agronegócio, que tanto tem ajudado nossa economia, também deverá ser estimulado a produzir bens com maior valor agregado, para gerar ainda mais riqueza ao País."

No longo prazo, Ciro propõe uma "estratégia nacional de desenvolvimento", com equilíbrio fiscal, e para isso defende a realização de uma série de reforma: tributárias, previdenciária, orçamentária e da gestão pública.