POLÍTICA
22/08/2018 14:22 -03 | Atualizado 22/08/2018 14:22 -03

Candidatos a governador líderes em pesquisa são também os mais rejeitados

João Doria (PSDB), Rodrigo Rollemberg (PSB) e Paulo Câmara (PSB) dividem eleitores.

Montagem/Reprodução Facebook/Divulgação PSB
Em São Paulo, João Doria (PSDB) lidera, com 25% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Por outro lado, a rejeição do tucano é de 32%, a mais alta no estado.

Os candidatos a governador líderes nas pesquisas eleitorais são também os com maior índice de rejeição em algumas unidades da Federação, de acordo com sondagens do Datafolha publicadas nesta quarta-feira (22).

Em São Paulo, João Doria (PSDB) lidera, com 25% das intenções de voto na pesquisa estimulada. Na espontânea, tem 6%, em empate técnico com Paulo Skaf (MDB), que tem 4%. Por outro lado, a rejeição do tucano é de 32%, a mais alta no estado.

A pesquisa ouviu 2.018 eleitores em 50 municípios de São Paulo entre 20 e 21 de agosto e tem margem de erro de 2 pontos para mais ou para menos.

Doria tem foi o 1º prefeito de São Paulo eleito em primeiro turno desde 1992. Em 2016, ele teve 53,29% dos votos válidos. Ao deixar o governo municipal, em abril, contudo, sua popularidade estava em baixa. De acordo com pesquisa Datafolha publicada naquele mês, 47% consideravam a gestão do tucano ruim ou péssima.

A campanha tem focado os esforços contra o governador Márcio França (PSB), que tenta a reeleição. Nesta terça-feira (21), o tucano acusou o socialista de usar a estrutura e funcionários do Estado na corrida eleitoral.

No Distrito Federal, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem 14% das intenções de voto na pesquisa estimulada, em empate técnico com Eliana Pedrosa (Pros), que alcançou 15% e Rogério Rosso (PSD), que tem 13%. O socialista lidera na pesquisa espontânea, com 8%.

Por outro lado, Rollemberg é o mais rejeitado, por 49% dos eleitores. Sua gestão também é má avaliada. Para 56% dos moradores do DF, o governo é ruim ou péssimo. Outros 33% consideram regular e 10% bom ou ótimo.

A pesquisa tem 3 pontos percentuais para mais ou para menos de margem de erro e ouviu 919 eleitores de todas as regiões do DF entre 20 e 21 de agosto.

A insatisfação popular com o governador tem sido explorada pelos concorrentes. No debate da Band em 17 de agosto, ele foi o mais atacado. Rollemberg foi acusado de mascarar os dados de segurança pública, cobrado pela ampliação do metrô e melhoria na saúde e educação. Uma de suas bandeiras, a desocupação de construções irregulares na orla do Lago Paranoá, foi chamada de "socialismo barato" pelo candidato do DEM, o deputado federal Alberto Fraga.

Também do PSB, Paulo Câmara é alvo de amor e ódio em Pernambuco. O governador tem 30% das intenções de voto na pesquisa estimulada e 10% na espontânea. No outro extremo, chega a 31% de rejeição. A pesquisa com 1.224 eleitores de 50 municípios tem 3 pontos percentuais para mais ou para menos de margem de erro.

Câmara foi beneficiado pela saída do PT na disputa eleitoral pelo Palácio do Campo das Princesas. A candidatura de Marília Arraes foi barrada pela direção nacional petista em troca da neutralidade do PSB na corrida presidencial. Com a manobra, o PT evitou que Ciro Gomes (PDT) ganhasse o apoio dos socialistas.

O governador também sofre a impopularidade da gestão. De acordo com pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (20), 43% consideram seu governo ruim ou péssimo, 35% regular e 18% ótimo ou bom. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Em outros estados, o mesmo fenômeno ocorre com menor intensidade. No Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PRP) é o líder da rejeição, com 45%, seguido de Eduardo Paes (DEM), com 32%, e de Romário (Podemos), com 23%, segundo o Datafolha. Nas intenções de voto, Paes tem 18% na estimulada, empatado tecnicamente com Romário, que tem 16%. Garotinho alcança 12%.

Em Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB) lidera as intenções de voto, com 29%, seguido por Fernando Pimentel (PT), que tem 20%. O petista é o mais rejeitado (38%), seguido pelo tucano (26%). Tanto no Rio quanto em Minas a margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.