MULHERES
21/08/2018 10:16 -03 | Atualizado 21/08/2018 16:36 -03

Samba de Cármen Lúcia com Alcione conquista até padre Fábio de Mello

‘Não deixe o samba morrer…’ 🎵

Reprodução/Instagram

A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, deixou a toga e o "vossa excelência" de lado para curtir um samba com a cantora Alcione nesta segunda-feira (20). O momento de descontração foi após o seminário "Elas por Elas", em Brasília.

"Não tem como medir o prazer de estar na companhia dessas mulheres incríveis! Obrigada, ministra Carmen Lúcia!", escreveu a sambista ao publicar o vídeo ao lado da cúpula feminina do Judiciário. Nas imagens, Alcione, Cármen Lúcia, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge e a advogada-geral da União, Grace Mendonça cantam a música "Não deixe o samba morrer".

Nem o padre Fábio de Mello resistiu à publicação. "Tão bonito ver a desconstrução positiva dos que vivem sob a rigidez sisuda do poder. Em última instância, somos todos humanos, necessitados das mesmas alegrias, vítimas das mesmas agruras", comentou no vídeo.

O sambinha da dupla fez sucesso nas redes sociais.

Mas também foi alvo de críticas.

Mulheres no poder

No evento foram discutidas questões de desigualdade de gênero. "Se somos maioria da população, é estranho que não sejamos nós respeitadas naquilo que há de mais central no direito, que é o respeito à dignidade humana. O direito de sermos iguais na nossa dignidade e diferentes na nossa individualidade", afirmou Cármen Lúcia.

A presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça, ministra Laurita Vaz, lembrou da pouca participação feminina nos cargos de poder. "De 33 ministros no STJ, somos apenas seis. E de 11 ministros no STF, somos duas mulheres e até hoje nunca vimos uma mulher na presidência do Tribunal Superior do Trabalho", afirmou.

Já a presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Rosa Weber, chamou atenção para a diferença entre o eleitorado e o número de mulheres na política. "Façamos, mulheres, ao exercer todas nós esse direito essencial da cidadania, que é o voto, a diferença para o fortalecimento do Estado democrático de direito, conquista diária e permanente de todos nós, com a consciência de que em nossas mãos está o destino do País, na construção de uma sociedade igualitária, justa e inclusiva", pediu.

As mulheres são 52,5% do eleitorado brasileiro. São 73,3 milhões de brasileiras. Por outro lado, segundo o TSE, dos 27.835 pedidos de registro de candidaturas apresentados para 1.654 cargos eletivos em disputa nas eleições deste ano, 8.535 (30,70% do total) são de mulheres frente a 19.290 homens (69,30% do total). O percentual é o mínimo exigido por lei.

Ao encerrar o seminário, Alcione, por sua vez, lembrou da presença mulheres de várias classes sociais que são destaques na sociedade brasileira, entre as quais a vereadora Marielle Franco (Psol), executada em março, no Rio de Janeiro.