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18/08/2018 12:47 -03 | Atualizado 18/08/2018 13:30 -03

Silas Malafaia e aliados de Bolsonaro atacam discurso de Marina Silva após confronto na RedeTV!

Candidata da Rede peitou adversário do PSL sobre desigualdade de gênero.

Montagem/Reuters/Twitter
Bolsonaro e Marina protagonizaram momento mais tenso do debate da RedeTV!.

Silas Malafaia usou o Twitter para criticar Marina Silva, candidata da Rede à Presidência, durante do debate da RedeTV!. O líder evangélico chamou Marina, que também é da mesma religião, de "dissimulada", cobrando dela a defesa dos "fundamentos da nossa fé" e um posicionamento restritivo sobre "aborto e liberação das drogas".

Malafaia disparou a série de tweets logo após o embate entre a candidata da Rede e Jair Bolsonaro, do PSL. No momento considerado ponto alto do segundo confronto na TV entre os presidenciáveis, Marina engrossou o tom ao sair em defesa das mulheres — numa discussão que também tratou sobre desigualdade salarial e porte de arma.

Assista ao enfrentamento no player abaixo:

O senador evangélico Magno Malta (PR-ES), um dos maiores apoiadores da candidatura de Bolsonaro — ele chegou a ser cotado para vice do ex-militar —, também questionou o discurso apresentado por Marina no debate.

O tom que Marina usou para confrontar o ex-militar, festejado por muitos espectadores, também foi alvo de críticas do deputado estadual Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho de Jair Bolsonaro. Ele afirmou que os passos da candidata em direção a Bolsonaro tinham "intenção de intimidá-lo".

Candidata pela terceira vez à Presidência, Marina Silva é pessoalmente contra o aborto, mas defende um plebiscito sobre o tema.

"Ainda que o Congresso tenha legitimidade para fazê-lo [debate sobre descriminalização do aborto], em temas tão abrangentes, que envolvem questões de natureza de saúde pública, natureza ética, natureza filosófica e religiosa, é bom que se tenha o debate, não o embate. Eu sou contra, mas defendo o plebiscito", afirmou em entrevista à RedeTV em junho.

Ela tem posição semelhante a respeito da descriminalização de drogas no Brasil. "Não se resolve o problema das drogas e do aborto rotulando alguém de conservador ou fundamentalista", afirmou em entrevista à revista Veja em junho.

Polêmica em torno dos direitos LGBTI

Em seu plano de governo deste ano, Marina incluiu direitos para a população LGBTInas áreas de educação e saúde, além de defender que o casamento homoafetivo seja protegido por lei.

No entanto, na última vez que concorreu ao Palácio do Planalto, a candidata retirou trechos que tratavam de questões de gênero e orientação sexual de suas propostas 24 horas após o anúncio.

O recuo foi atribuído à pressão de líderes evangélicos, como Silas Malafaia. Integrantes da Rede negam tal justificativa.