POLÍTICA
06/08/2018 14:35 -03 | Atualizado 06/08/2018 14:35 -03

Levy Fidelix volta às eleições sob a sombra do general Mourão

Cacique do PRTB desistiu de concorrer novamente à Presidência para ceder lugar ao militar na chapa de Jair Bolsonaro.

Levy Fidelix, presidente do PRTB, vai concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018.
Yasuyoshi Chiba/AFP/Getty Images
Levy Fidelix, presidente do PRTB, vai concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados em 2018.

Levy Fidelix já disputou 13 eleições, duas como candidato à Presidência, mas nunca foi eleito. Famoso pela defesa do "aerotrem", o presidente do PRTB desistiu de concorrer novamente ao Planalto nas eleições 2018 para permitir que o general Hamilton Mourão, seu correligionário, assuma a vaga de vice na chapa de Jair Bolsonaro (PSL).

Fidelix disse então que, nas eleições deste ano, vai tentar novamente uma vaga na Câmara dos Deputados.

No evento que oficializou a aliança com PSL, neste domingo (5), Fidelix definiu a chapa Bolsonaro-Mourão como "o momento mais feliz" de sua vida, conforme relato da Folha de S.Paulo.

O tom amistoso diante da nova parceria, porém, é novidade. Há cerca de duas semanas, o líder do PRTB ficou furioso ao saber que tratativas com o general Mourão caminhavam sem seu aval.

"Primeiro você conversa com a direção partidária e depois com eventuais candidatos. É um erro político fazer o contrário. Isso é feio, péssimo", afirmou.

Polêmicas

O defensor do "aerotrem" diz que é "consultor internacional de mobilidade urbana" e já acusou adversários de "roubarem" suas ideias. Ele também afirma que não confia na urna eletrônica – assim como Bolsonaro – e diz que é perseguido pela imprensa.

Figura controversa da política brasileira, Fidelix causou indignação nas eleições de 2014 por declarações homofóbicas durante um debate entre candidatos na TV. Ao responder uma pergunta de Luciana Genro (Psol) sobre propostas para a defesa dos direitos LGBTs, ele respondeu: "Aparelho excretor não reproduz".

Fidelix diz hoje, porém, que mudou sua posição. Em vídeo no qual é entrevistado por integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre), divulgado em maio, ele afirma que aquelas ideias ficaram "para trás".

"Temos que ter a consciência de que nem todos são iguais. Não posso discriminar."