POLÍTICA
05/08/2018 11:50 -03 | Atualizado 05/08/2018 12:46 -03

Em convenção, PSB aprova acordo de neutralidade que beneficia o PT

Presidente Carlos Siqueira diz que fez o possível para que o partido tivesse candidato próprio à Presidência.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira (com microfone), em evento em julho.
Divulgação/PSB
O presidente do PSB, Carlos Siqueira (com microfone), em evento em julho.

O PSB aprovou na manhã deste domingo (5), em convenção em Brasília, resolução que estabelece que o partido não fará coligação na disputa à Presidência, confirmando acordo costurado com o PT para isolar Ciro Gomes (PDT).

Ao explicar a proposta do partido, o presidente Carlos Siqueira disse que fez o possível para que a legenda tivesse candidato próprio. Ressaltou que o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa chegou a aceitar o convite para ser candidato pela sigla, mas rejeitou em seguida.

Siqueira disse que, sem opção, considerando a fragmentação do cenário nacional, a proposta do partido é não declarar apoio a nenhum candidato e permitir que os estados façam coligações regionais, com quem tiverem mais afinidade.

O presidente do PSB fez, ainda, uma sinalização positiva ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ao dizer que o candidato com maior intenção de votos, de acordo com as pesquisas, está preso.

A prioridade do PSB é garantir o controle de Pernambuco, berço do partido.

No acordo com os petistas, ficou decidido que a candidatura de Marília Arraes(PT) ao governo do estado seria retirada, facilitando o caminho de Paulo Câmara (PSB) à reeleição. Arraes resistiu, mas foi vencida.

Em troca, o PSB deve retirar a candidatura de Marcio Lacerda ao governo de Minas Gerais para beneficiar a candidatura de Fernando Pimentel (PT), que tenta a reeleição.

O partido ofereceu a Lacerda uma vaga na disputa ao Senado pela chapa do PT, mas ele se disse "indignado" e não aceitou. Ele promete levar até o fim sua candidatura ao governo do estado.