POLÍTICA
04/08/2018 16:31 -03 | Atualizado 04/08/2018 16:32 -03

Geraldo Alckmin é oficializado candidato do PSDB e ataca Lula e Bolsonaro

Aliados fizeram vários elogios à vice, senadora Ana Amélia (PP-RS), em convenção nacional dos tucanos.

Geraldo Alckmin, do PSDB, e Ana Amélia, do PP, reúnem forças na maior coligação presidencial.
AFP/Getty Images
Geraldo Alckmin, do PSDB, e Ana Amélia, do PP, reúnem forças na maior coligação presidencial.

Oficializado candidato à Presidência da República pelo PSDB na convenção do partido neste sábado (4), o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin mirou nos adversários e, indiretamente, rebateu as críticas que tem recebido por ter se aliado ao centrão, integrado por partidos tachados de fisiológicos.

Em seu primeiro discurso como candidato, em Brasília, ele afirmou que alianças são necessárias "para fazer o melhor para o nosso povo" e conseguir votos para aprovar propostas no Congresso Nacional. A ideia é afastar o peso negativo que o centrão carrega. Ter conseguido 40% do tempo de televisão implica compartilhar o governo com o grupo.

13 é o número do partido que ficou 13 anos e nos deixou 13 milhões de desempregados.Geraldo Alckmin, em convenção nacional do PSDB

O primeiro passo da divisão veio com o nome da senadora do PP do Rio Grande do Sul, Ana Amélia para completar a chapa como vice-presidente. Embora haja discordâncias sobre o nome dela, em relação à capilaridade no Nordeste e ao peso que o PP teria diante de outros partidos, oficialmente todas as legendas fizeram uma ampla defesa da candidata durante a convenção.

Ana Amélia prometeu lealdade ao ex-governador. A fala soa como uma alfinetada no presidente Michel Temer (MDB) que era vice de Dilma Rousseff (PT) antes de assumir o comando do Executivo. "Sou uma mulher de palavra e continuarei sendo", disse.

Presidente do PSD, o ministro Gilberto Kassab, assim como o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e o presidente do PPS, Roberto Freire, enalteceram a presença da senadora. "Ana Amélia é a cereja no bolo da candidatura de Geraldo Alckmin", disse Kassab.

Reprodução/Instagram/@geraldoalckmin
A chapa do PSDB na disputa pela Presidência da República é formada pelo ex-governador Geraldo Alckmin e pela senadora Ana Amélia (PP-RS).

Ana Amélia é a cereja no bolo da candidatura de Geraldo Alckmin.Gilberto Kassab, presidente do PSD

Ana Amélia, que tem a simpatia do eleitorado do candidato do PSL, Jair Bolsonaro, no Sul do País, alfinetou o adversário. Ela disse que o Brasil não precisa de radicalismos.

Alckmin seguiu o mesmo tom contra Bolsonaro. Afirmou que a candidata à vice, Ana Amélia, fez mais que políticos tradicionais que se mostram como o novo.

Em 26 anos de Congresso, Bolsonaro aprovou 2 projetos de lei.

O ex-governador de São Paulo disse ainda que o País precisa de "ordem democrática", que essa é uma "exigência civilizatória". Disse que é candidato para unir e insinuou que há candidatos que querem levar o Brasil para o radicalismo. "Gente assim quer ditadura, que logo degenera em anarquia", atacou, em outra referência ao candidato pelo PSL.

Além de Bolsonaro, Alcklmin mirou contra o PT do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato da legenda ao Planalto. "Foram as bravatas e o radicalismo que criaram as coincidências e a herança trágica que o PT nos deixou. 13 é o número do partido que ficou 13 anos e nos deixou 13 milhões de desempregados."

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Alckmin é formalizado candidato à Presidência pelo PSDB, ao lado de Ana Amélia, sua vice, e da esposa, Lu Alckmin.