POLÍTICA
03/08/2018 13:35 -03 | Atualizado 03/08/2018 13:35 -03

Estratégia do PT contra Ciro mina Marília Arraes e Dilma Rousseff

Duas mulheres de peso do partido são impactadas por decisão de Lula de isolar o candidato do PDT à Presidência.

Dilma Rousseff e Marília Arraes podem ser rifadas pelo PT de Lula.
Montagem/Facebook
Dilma Rousseff e Marília Arraes podem ser rifadas pelo PT de Lula.

A estratégia do PT para isolar Ciro Gomes está causando rebeliões internas. As candidaturas de duas mulheres foram rifadas pelo acordo do partido com o PSB, para garantir a neutralidade deste na disputa presidencial. A pré-candidata a governadora de Pernambuco, Marília Arraes, pode ser obrigada a desistir em prol do atual governador do estado, Paulo Câmara (PSB-PE). E a ex-presidente Dilma Rousseff, nome dado como praticamente certo ao Senado por Minas Gerais, também pode ficar de fora.

Apesar da decisão da Executiva nacional, orientada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marília Arraes bateu o pé e continua em pré-campanha para fazer frente a Câmara em Pernambuco.

Na noite desta quinta-feira, o diretório estadual do PT manteve a candidatura de Arraes. Ela foi ovacionada pela militância que gritava por resistência local. Por sua vez, o senador Humberto Costa (PT-PE) foi vaiado e chamado de "golpista" por ser favorável ao acordo de seu partido com o PSB. Ainda assim, os dois correligionários deram as mãos.

Nesta sexta-feira (3), a Executiva Nacional pode invalidar a decisão dos delegados pernambucanos. Segundo o Diário de Pernambuco, uma desfiliação em massa pode ocorrer no estado.

Petistas históricos, como o ex-governador Tarso Genro e Wadih Damous, já criticaram a tentativa de exclusão de Marília Arraes da corrida pelo Palácio do Campo das Princesas.

Dilma fora da disputa em Minas

Para garantir a reeleição de Câmara em Pernambuco, o PSB aceitou abrir mão de candidatura própria no governo de Minas Gerais e apoiar a reeleição do atual governador, Fernando Pimentel(PT-MG).

A pretensão do ex-prefeito Marcio Lacerda (PSB-MG) de ser governador de Minas minguou com as últimas articulações de seu partido. O PSB mudou o comando da legenda no estado para evitar que Lacerda seja candidato.

Com isso, Lacerda deve concorrer ao Senado. Como o MDB deve confirmar aliança local com o PT, a outra vaga do Senado apoiada pelo PT deverá ser do ex-prefeito de Juiz de Fora Bruno Siqueira (PMDB-MG).

Assim, a ex-presidente Dilma Rousseff, que hoje lidera as pesquisas de intenção de voto para senador em Minas Gerais, deve ficar de fora.