POLÍTICA
01/08/2018 14:20 -03 | Atualizado 01/08/2018 15:03 -03

Número de eleitores jovens cai 14% no Brasil

TSE afirma que fez campanhas para conscientizar a população de 16 e 17 anos, que não é obrigada a votar.

O ministro Luiz Fux, presidente do TSE, durante apresentação do perfil do eleitorado brasileiro.
José Cruz/Agência Brasil
O ministro Luiz Fux, presidente do TSE, durante apresentação do perfil do eleitorado brasileiro.

O número de jovens eleitores caiu 14,53% no Brasil, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1) pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Em 2014, o País tinha 1.638.751 eleitores com 16 e 17 anos, que não são obrigados a votar. Em 2018, o número foi reduzido para 1.400.617, e os eleitores nessa faixa etária hoje representam 0,95% do eleitorado.

Dados do IBGE apresentados pelo TSE mostram que o número de brasileiros de 16 e 17 anos caiu 7% nesses 4 anos, o que indica que o ritmo de queda do eleitorado jovem foi maior que o da população jovem como um todo.

A área técnica do tribunal afirma que não é possível dizer o que motivou a redução da participação dos jovens, mas ressalta que foram feitas campanhas de conscientização.

Já o número de eleitores com mais de 70 anos, que também têm voto facultativo, cresceu 11,12%. Serão 12.028.495 eleitores nessa faixa etária em 2018, contra 10.824.810 em 2014.

Perfil do eleitorado

O número total de eleitores aptos a votar nas eleições de outubro também cresceu. De acordo com o TSE, 147,3 milhões de eleitores devem ir às urnas neste ano (alta de 3,14% em relação a 2014). Desse total, 52,5% são mulheres.

O tribunal divulgou, ainda, que 6.280 eleitores transexuais e travestis terão o nome social impresso no título, uma novidade desta eleição. O maior número de pedidos foi feito em São Paulo, com 1.805 alterações no documento, seguido por Minas Gerais (647) e Rio de Janeiro (426).

A Justiça Eleitoral também informou que 1,4 milhão de eleitores não poderão votar em 2018 por estarem com os direitos políticos suspensos.

Despedida

O presidente do TSE, ministro Luiz Fux, fica no cargo até o próximo dia 14, quando a ministra Rosa Weber assume a presidência da Corte.

"Chego ao fim da gestão com a sensação de dever cumprido", disse Fux, que ainda elogiou o trabalho da imprensa no combate às fake news, um desafio destas eleições.