POLÍTICA
26/07/2018 12:55 -03 | Atualizado 26/07/2018 14:11 -03

Josué Alencar desiste de ser vice de Alckmin e centrão discute alternativa

“O vice é uma decisão coletiva. Não temos pressa”, afirmou o pré-candidato do PSDB à Presidência da República.

Líderes centrão decidiram se reunir na casa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta para discutir um nome alternativo.
Montagem/Getty Images/Reprodução/Facebook
Líderes centrão decidiram se reunir na casa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta para discutir um nome alternativo.

Preferido entre os tucanos e o centrão para ser vice de Geraldo Alkcmin (PSDB), o empresário Josué Alencar desistiu do cargo nesta quinta-feira (26), após o grupo formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade tornar oficial o apoio ao tucano. Com todas alianças consolidadas, o ex-governador de São Paulo tem 40% do tempo de propaganda eleitoral no rádio e televisão.

Filho de José Alencar, vice de Luiz Inácio Lula da Silva, o mineiro alegou questões pessoais e fez elogios a Alckmin. Em coletiva de imprensa antes da desistência oficial, o tucano fez questão de cumprimentar Josué e relembrar um ensinamento do pai. O presidenciável fez um brincadeira sobre a pronúncia do seu sobrenome, que deveria ser feita com ênfase no "min", segundo Alencar. "Ele me ensinou que em Minas Gerais, palavra paroxítona não ganha eleição. Somente oxítona", contou Alckmin.

Sem consenso sobre um plano B, o bloco insistiu no nome do empresário até o fim. Apesar da negativa, o artigo do mineiro publicado na Folha de S. Paulo nesta quarta-feira (25) deixa claro que não é uma objeção ao projeto eleitoral. No texto, Josué faz diversos elogios ao pré-candidato, além de chamá-lo de "um cidadão de bem, ser humano apegado e dedicado à família".

Líderes centrão decidiram se reunir na casa do presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PP-PI) nesta quinta para discutir um nome. Entre os cotados, estão os ex-ministros Aldo Rebelo (Solidariedade), Mendonça Filho (DEM) e o empresário Benjamin Steinbruch (PP). A senadora Ana Amélia (PP-RS) e a deputa Tereza Cristina (DEM-MS), presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, a "bancada do boi" também estão na lista.

Ao responder sobre a escolha de vice, Alckmin falou que deve ser alguém que agregue. Entre os aliados, a exigência é que seja alguém com baixa rejeição, para atrair votos. Hoje, o tucano não chega a 2 dígitos nas pesquisas de intenção de voto.

Após o anúncio de união, o tucano minimizou a demora em definir a composição da chapa. "Só hoje o centro democrático decidiu pela nossa pré-candidatura então a partir de agora vamos os debruçar da questão do vice", afirmou. "O vice é uma decisão coletiva. Não temos pressa. É até o dia 4 de agosto, que é a data da convenção [do PSDB]", completou.