COMPORTAMENTO
16/07/2018 12:34 -03 | Atualizado 16/07/2018 12:34 -03

9 cuidados para você viajar com o seu pet em segurança

Evite surpresas na hora do embarque.

Getty Images/iStockphoto

Se você é tutor de um animalzinho, você certamente já vivenciou essa situação: férias da família e o que fazer para não abandonar o mascote sozinho em casa?

Uma das opções, certamente, é levar o animal. Se o transporte for feito de avião, você vai precisar de alguns cuidados específicos exigidos por cada companhia aérea.

Em entrevista ao HuffPost Brasil, o especialista em comportamento animal Cleber Santos explicou que o pet não deve ser medicado antes de viajar, a não ser que seja uma exigência do veterinário.

"A principal fonte de estresse para os animais durante as viagens é nunca terem ficado em uma caixa de transporte por horas ou nunca terem ficado em locais muito escuros", explica Santos.

Para lidar com o momento de estresse, ele aconselha fazer um treinamento com o bichinho para que ele se acostume a ficar na caixa de transporte.

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Veja outras dicas de como viajar com o seu animal em segurança:

Vacinas em dia

Manter a vacinação do animal em dia é essencial em qualquer ocasião. O percurso da viagem, ou até mesmo o contato com outra cidade ou país, pode ocasionar alguma reação no organismo do animal. Cheque sempre se as vacinas estão atualizadas.

Documentos exigidos pelas companhias aéreas

Voos nacionais:

Comprovante da vacinação antirrábica com o nome do laboratório produtor, o tipo da vacina e o número da ampola utilizada. A vacina tem que ter sido tomada entre 30 dias e um ano antes do embarque.

Atestado de saúde do animal: o documento deve ter sido emitido por um médico veterinário, com validade de 10 dias da data de emissão.

Voos internacionais:

Certificado Veterinário Internacional – CVI: certificado emitido para voo internacional. Válido por 60 dias corridos a partir da emissão.

Certificado Zoosanitário Internacional – CZI: certificado emitido para voo internacional. Válido por 60 dias corridos a partir da emissão.

Atestado Sanitário: deve constar no documento que o animal de estimação está em boas condições de saúde. Deve ser emitido 10 dias antes da emissão do CVI.

Carteira de vacinação: obrigatória para animais a partir dos três meses de idade. Deve ter sido aplicada há mais de 30 dias e menos de 1 ano.

Local adequado para o pet

O tamanho, o peso e as regras de cada companhia aérea vão delimitar o local que o seu pet vai viajar. Há a possibilidade que ele precise passar o trajeto no compartimento de bagagens do avião, por exemplo. A forma mais procurada pelos passageiros é a opção da cabine em que o animal viaja junto com o dono. Mas nem sempre ela é possível. Por isso, é melhor fazer uma pesquisa e entrar em contato com a companhia aérea para maiores detalhes sobre o transporte. Assim, não há nenhuma surpresa na hora do embarque.

Passagem do animal

Algumas companhias aéreas não aceitam transportar determinadas raças de animais. O ideal é que a reserva da passagem do seu pet seja feita com antecedência. Em alguns casos, por exemplo, há um limite de animais que podem ser transportados por voos. Ainda, é cobrada uma taxa que varia de acordo com a empresa.

De olho na quarentena

Algumas viagens exigem que o pet passe por uma quarenta supervisionada por veterinários, com o intuito de que ele não transporte nenhuma doença para o local de destino, principalmente se for uma viagem internacional. Não se esqueça de levar o atestado do veterinário no dia do embarque.

Acostume seu pet com a caixa

Não tem jeito. O animal vai passar algumas horas dentro da caixa de transporte, independentemente se ele for despachado junto com as bagagens ou sele vai viajar na cabine ao lado do tutor. O bichinho precisa estar minimamente preparado e acostumado com essa situação. O recomendado é colocar o cachorro ou o gato para ficar por alguns minutos por dia na caixa, e ir aumentando o período gradativamente. Assim, na hora da viagem, o animal ficará menos estressado com o novo ambiente.

O animal não deve estar medicado para viajar

Não é indicado usar medicação para a viagem do animal, a não ser que seja por algum motivo especial de saúde, com a prescrição do veterinário. Se o animal for dopado para viajar, ele pode acordar no meio do voo e se assustar com o contexto da caixa de transporte.

É confiável usar calmantes durante os trajetos?

Em caso de viagens internacionais muito longas, é indicado o uso de florais, sempre com prescrição do veterinário.

O que fazer para amenizar o estresse dos bichinhos?

A principal fonte de estresse para os animais durante as viagens é ficar em uma caixa de transporte por horas. Isso pode ser reduzido caso o tutor condicione o animal com treinamento prévio. Os bichinhos fazem parte das famílias e ficar sozinhos, sem alimentação e longe do tutor pode causar ansiedade, mas com os cuidados específicos o impacto disso será amenizado para o animal.

Existe algum risco para os animais durante a viagem?

É importante ficar atento a forma como será feito o manuseio do animal em casos de troca de aviões. É preciso prestar atenção também aos momentos em que há interação com humanos, se há a possibilidade de alguém abrir a caixa de transporte para fazer um carinho no animal, por exemplo. É preciso também se certificar de que o bicho não será colocado em nenhum local de risco. Mas seguidas todas as recomendações e cuidados listados pela companhia aérea, as viagens são seguras para os animais.