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17/07/2018 15:15 -03 | Atualizado 17/07/2018 15:15 -03

Árbitro de vídeo deixa Copa da Rússia como um dos grandes protagonistas do Mundial

Tecnologia na análise dos lances polêmicos foi usada pela primeira vez em um torneio desse porte.

VAR estreou em Copas na Rússia e fez número de pênaltis marcados "explodir".
Sergio Perez / Reuters
VAR estreou em Copas na Rússia e fez número de pênaltis marcados "explodir".

O árbitro de vídeo, ou simplesmente VAR (Video Assistant Referee, em inglês), foi usado pela primeira vez em uma Copa do Mundo na edição sediada pelos russos em 2018. E entrou para a história como um dos protagonistas da competição, com participação especial até na final, vencida pela França contra a Croácia.

Com o auxílio da tecnologia para resolver os lances mais polêmicos e capitais das partidas (pênaltis, gols em situação irregular, cartões vermelhos duvidosos), houve uma verdadeira "explosão" no número de penalidades marcadas na Copa da Rússiaem relação às edições anteriores de Mundiais.

Sergei Karpukhin / Reuters
Árbitros de vídeo têm vários monitores à disposição para analisar as jogadas polêmicas.

Foram 29 pênaltis marcados (7 desperdiçados), recorde absoluto desde o primeiro Mundial, realizado em 1930, no Uruguai. Boa parte das infrações foi assinalada após a contestada, mas legalizada, interferência externa.

A nova tecnologia chegou a receber críticas por parte de cronistas e torcedores da Seleção Brasileira por não ter sido consultada em lances capitais contra a Suíça e a Bélgica.

Sergei Karpukhin / Reuters
Gianni Infantino, presidente da Fifa, aprovou utilização do VAR na Copa da Rússia.

Aprovado pela Fifa

Para a Fifa, no entanto, as críticas ao VAR, principalmente por parte dos brasileiros, são infundadas.

Antes mesmo de a Copa acabar no último domingo (15), Gianni Infantino, presidente da Fifa, considerou "muito positiva" a utilização do VAR no Mundial da Rússia.

O dirigente citou em sua entrevista que o VAR foi utilizado em mais de 400 situações de jogo durante o Mundial da Rússia.

VAR na grande final

Michael Regan - FIFA via Getty Images
Nestor Pitana observa monitor antes de confirmar pênalti para a França diante da Croácia.

A presença do VAR foi decisiva também na decisão entre França e Croácia. Depois de cobrança de escanteio a favor dos franceses, a bola bateu no braço de Perisic, que não estava colado ao corpo.

Após 2 minutos e meio de paralisação, o árbitro Nestor Pitana interpretou - acertadamente - como faltoso o desvio da bola no braço de Perisic. Na cobrança do pênalti, Griezmann fez 2 a 1.

Sem VAR no Brasileirão

Com o fim da Copa, as polêmicas de arbitragem devem voltar a liderar o ranking de discussões após as rodadas do Campeonato Brasileiro.

A CBF(Confederação Brasileira de Futebol) chegou a pensar em adotar a utilização do árbitro de vídeo na competição, mas a maioria dos clubes foi contra, pois teriam que arcar com as despesas.

Nas fases decisivas da atual Libertadores da América, no entanto, a utilização da tecnologia já foi confirmada pela Conmebol.