MULHERES
12/07/2018 17:19 -03 | Atualizado 12/07/2018 19:10 -03

Marta é escolhida como a mais nova embaixadora da ONU Mulheres

Ela será Embaixadora da Boa Vontade para mulheres e meninas no esporte nas Nações Unidas. 👊

Marta durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA, em 2015.
Stuart Franklin - FIFA via Getty Images
Marta durante a Copa do Mundo Feminina da FIFA, em 2015.

Marta Vieira da Silva. Este é o nome da embaixadora da Boa Vontade para mulheres e meninas no esporte da ONU Mulheres. A nomeação da jogadora de futebol alagoana foi anunciada nesta quinta-feira (7). No cargo, ela "dedicará seus esforços para apoiar a igualdade de gênero e o empoderamento das meninas e mulheres em todo o mundo, inspirando-as a desafiar estereótipos, superar barreiras e seguir seus sonhos e ambições no esporte".

Segundo a Agência ONU, Phumzile Mlambo-Ngcuka, diretora executiva da ONU Mulheres, ao nomear a atleta brasileira, afirmou que "sua própria experiência de vida conta uma história poderosa do que pode ser alcançado com determinação, talento e coragem".

"O esporte é uma linguagem universal; nos inspira e nos une, pois amplia nossos limites. Estamos ansiosas para trabalhar de perto com Marta para trazer o poder transformador do esporte para mais mulheres e meninas, e para construir rapidamente a igualdade", concluiu Mlambo-Ngcuka.

Marta é amplamente considerada a melhor jogadora de futebol feminino da atualidade. No momento, ela joga pelo Orlando Pride na Liga Nacional Feminina de Futebol dos Estados Unidos e também é atacante da seleção brasileira. Ela também é a maior pontuadora de todos os tempos do torneio da Copa do Mundo Feminina da FIFA e foi nomeada Jogadora do Ano cinco vezes consecutivas. Ela também foi membro das seleções brasileiras que conquistaram a medalha de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008 e foi nomeada uma das seis embaixadoras da Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

"Estou totalmente comprometida em trabalhar com a ONU Mulheres para garantir que mulheres e meninas em todo o mundo tenham as mesmas oportunidades que homens e meninos têm para realizar seu potencial e eu sei, da minha experiência de vida, que o esporte é uma ferramenta fantástica para o empoderamento", disse Marta. "Por meio do esporte, mulheres e meninas podem desafiar normas socioculturais e estereótipos de gênero e aumentar sua autoestima", completou.

As mulheres no esporte são mais visíveis do que nunca: durante as Olimpíadas do Rio de 2016, aproximadamente 4.700 mulheres – 45% de todos os atletas – representaram seus países em 306 eventos. Mas as mulheres continuam a enfrentar sérios desafios: elas têm menos oportunidades, menos investimento e enfrentam discriminação e assédio sexual. Quando o fazem como atletas profissionais, enfrentam o teto de vidro e uma substancial diferença salarial. No ranking da Forbes, dos 100 atletas mais bem pagos, não havia uma mulher entre as principais ganhadoras do mundo.

(Com informações da Agência ONU de notícias)