POLÍTICA
04/07/2018 18:51 -03 | Atualizado 04/07/2018 19:41 -03

Previdência, leis trabalhistas e generais: O que disseram os presidenciáveis à Indústria

Pré-candidatos participaram de evento da CNI em Brasília e responderam a perguntas de empresários.

Getty/Reuters
Henrique Meirelles, Ciro Gomes, Marina Silva, Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro.

A retomada do debate sobre a reforma da Previdência e a revisão de trechos da reforma trabalhista foram alguns dos temas levados por pré-candidatos à Presidência nas eleições 2018 a evento promovido pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) nesta quarta-feira (4), em Brasília.

Participaram do encontro Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Henrique Meirelles (MDB), Álvaro Dias (Podemos) e Geraldo Alckmin (PSDB).

A agenda econômica dominou o evento, à exceção da participação de Bolsonaro, que chegou a admitir que não entende de economia. "Será que a gente precisa entender de tudo? O presidente é como um técnico, não vai jogar bola", justificou.

O ex-militar defendeu a ampliação do poder da iniciativa privada na economia, mas, questionado sobre medidas que poderiam aumentar a competitividade da indústria, por exemplo, não apresentou propostas concretas.

O pré-candidato, por outro lado, defendeu a redução do Estado e um número menor de ministérios, com pastas comandadas por generais. "Vou botar alguns generais nos ministérios caso eu chegue lá. Qual o problema?", questionou Bolsonaro.

A fala dos demais pré-candidatos foi centrada na discussão de reformas. Mesmo falando a uma plateia de empresários, Marina e Ciro não pouparam críticas à reforma trabalhista e prometeram rever trechos da legislação que alterou pontos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

"Não acho que deve ser revogada, mas revisitada, para rever injustiças", disse Marina. Como exemplo, ela citou que poderá rever pontos que dificultaram o acesso de cidadãos de baixa renda à Justiça.

Ciro classificou a reforma trabalhista como "selvageria" e disse que convocará as centrais sindicais para rediscutir artigos da nova legislação, como a possibilidade de trabalho de gestantes em locais insalubres – ponto também criticado por Marina. Ao contrário da adversária, contudo, Ciro foi vaiado pela plateia.

Hoje esquecida, a reforma da Previdência foi defendida pelos pré-candidatos Meirelles e Álvaro Dias.

Ex-ministro dos governos Lula e Temer, Meirelles disse que, caso seja eleito, a reforma da Previdência será a primeira medida a ser enviada ao Congresso Nacional. Dias, por sua vez, disse que "não há como evitar a idade mínima [na concessão de aposentadorias]".

Alckmin também falou de reforma, mas da tributária: "Vou reduzir o Imposto de Renda da pessoa jurídica. Nos EUA o presidente Trump reduziu o imposto corporativo. Temos de estimular novos investimentos. Venha para cá, venha para investir", disse o tucano.