MULHERES
26/06/2018 11:54 -03 | Atualizado 26/06/2018 12:05 -03

8 jornalistas para você acompanhar durante a cobertura na Copa da Rússia

#DeixaElaTrabalhar: Elas ainda enfrentam o machismo e o assédio no exercício de sua profissão.

Júlia Guimarães passou por situação constrangedora em entrada ao vivo.
Reprodução/TV Globo
Júlia Guimarães passou por situação constrangedora em entrada ao vivo.

A Copa da Rússia ficará marcada na história do esporte brasileiro, independentemente de quem se sagre campeão no próximo dia 15 de julho.

A atual edição do Mundial é a primeira a contar com uma equipe de transmissão de TV totalmente formada por mulheres, e que pode ser acompanhada diariamente pelo canal Fox Sports 2.

Escolhida por meio do concurso Narra Quem Sabe, Isabelly Morais tem a companhia de duas comentaristas em todas as suas transmissões diretamente da Rússia.

Foi ela a primeira mulher a narrar um gol de Copa do Mundo ao vivo em um canal de TV no Brasil, no jogo em que a Rússia goleou a Arábia Saudita por 5 a 0, na abertura da competição

A TV Globo e os canais SporTV também escalaram mulheres em suas transmissões, mas não têm em seus times nenhuma narradora, como ocorre no Fox Sports.

Apesar da maior visibilidade das mulheres que trabalham na cobertura de eventos esportivos, a língua russa não é nem de longe o maior obstáculo para as jornalistas, e sim algo muito mais preocupante: o assédio.

Júlia Guimarães, repórter da Globo, foi vítima de assédio enquanto se preparava para entrar ao vivo no Fantástico. Um torcedor russo invadiu o quadro da câmera e tentou beijar a jornalista.

No vídeo, Guimarães consegue se esquivar do homem e, apesar de não ser possível escutar o áudio completamente, ela adota uma postura dura contra a violência.

Em entrevista ao GloboEsporte.com, a jornalista lamentou o ocorrido. "É horrível. Me sinto indefesa e vulnerável", comentou.

Todas as mulheres e jornalistas envolvidas na cobertura da Copa têm o direito de exercer a sua profissão sem ser vítima do assédio. Com o objetivo de potencializar o papel dessas mulheres na cobertura, mas também de reafirmar o direito à igualdade de gênero em todos os âmbitos da sociedade, nas redes sociais foi criada a campanha #DeixaElaTrabalhar.

As jornalistas Glenda Kozlowski e Fernanda Gentil também têm destaque na programação da TV Globo. A primeira acompanha a movimentação da Seleção Brasileira, enquanto a segunda faz participações no programa Central da Copa, ao lado de outra cria do SporTV: Bárbara Coelho.

Divulgação/TV Globo
Bárbara Coelho está brilhando no Central da Copa.

Outro destaque da programação da Copa é presença diária em um dos principais programas esportivos após as rodadas: Ana Thaís Matos.

Reprodução/SporTV
Ana Thais Matos é atração diária na tela do SporTV.

Matos assumiu a missão de dividir a bancada do Troca de Passes no SporTV com Thiago Maranhão e outras feras do jornalismo esportivo global. E vem dando um show em seus comentários.

Fora das transmissões dos jogos ao vivo por não terem comprado os direitos da Copa, a ESPN Brasil e os canais Esporte Interativo não estão privando seus espectadores de informação. E também contam com mulheres em sua cobertura.

A ESPN Brasil tem em Natalie Gedra sua representante em terras russas, enquanto o Esporte Interativo apostou no talento da carioca Taynah Espinoza para informar os telespectadores sobre tudo o que rola no Mundial.

Assista ao editor do Yahoo! Sports, Fernando Olivieri, direto da Rússia: