MULHERES
13/06/2018 00:00 -03 | Atualizado 13/06/2018 20:01 -03

29 imagens do grito de jovens por 'ni una menos' e pelo direito ao aborto na Argentina

Elas são a maioria nas ruas a favor da legalização do aborto no país. Votação de projeto de lei será iniciada nesta quarta-feira (13).

EITAN ABRAMOVICH via Getty Images
Menina ergue lenço verde com "aborto legal já" escrito em protesto convocado pelo movimento Ni Una Menos, em 4 de junho de 2018, em Buenos Aires.

A Argentina, um dos países de maioria católica da América Latina, ficará frente a frente, nesta quarta-feira (13), com um assunto que foi evitado ao longo da história: a legalização do aborto. Hoje o Congresso Nacional iniciará a votação de um projeto de lei que, caso aprovado, poderá permitir a realização do procedimento, atualmente considerado crime, até a 14ª semana de gestação, em casos específicos.

Com legislação semelhante à do Brasil, atualmente na Argentina é permitido interromper a gravidez apenas em casos de estupro e risco para a vida ou a saúde da mãe. Segundo dados do sistema de saúde argentino, ocorrem cerca de 500 mil abortos clandestinos por ano e, desses, 60 mil acabam em complicações no país.

Se a maioria do Congresso votar pelo "sim", o procedimento será declarado legal e gratuito até a décima quarta semana de gravidez. Acima desse limite, só será permitido se houver risco de vida para a mulher, má formação do feto "incompatível com a vida extrauterina" ou em caso de estupro. Segundo o jornal Clarín, os médicos terão o direito de se negar a praticar abortos, por questões de consciência, mas nesse caso os centros de saúde precisam providenciar profissionais que possam realizar o procedimento e cumprir a lei.

A votação será iniciada nesta quarta-feira (13), mas as previsões são de que termine apenas no dia seguinte. Ainda assim, mesmo se for aprovada pela maioria, a legislação terá que ser submetida ao Senado, considerado setor mais conservador que a Câmara dos Deputados.

Para além da onda feminista de 2015, em 2018 uma nova geração de feministas é dona do protagonismo da campanha pelo direito ao aborto ocupando as ruas de Buenos Aires. A imagem de milhares de jovens, sacudindo lenços verdes, símbolo da luta pela descriminalização do aborto, foi capa dos jornais desde março deste ano e se multiplicou pelas redes sociais. Abaixo, estão 23 imagens de meninas e mulheres gritando por Ni Una Menos e vestidas de verde pela legalização do aborto no país:

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Em 4 de junho de 2018, uma garota segura cartaz com "Nenhuma a menos" escrito.

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O verde é a cor que simboliza a luta pela descriminalização do aborto na Argentina.
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Para além da onda feminista de 2015, em 2018 uma nova geração de feministas é dona do protagonismo da campanha.
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A imagem de milhares de jovens, sacudindo lenços verdes, símbolo da luta pela descriminalização do aborto, foi capa dos jornais desde março.
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"Aborto legal no hospital", cantavam as manifestantes, em sua maioria adolescentes, segundo o jornal La Nacion, em 5 de junho.
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A reivindicação pelo aborto legal vem acompanhada do pedido de que as escolas ofereçam educação sexual integral.
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Em discurso recente no Congresso, o presidente Mauricio Macri surpreendeu ao apoiar o início de um debate que, segundo ele, "tinha sido postergado durante os últimos 35 anos".
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"Nos querem como musas, mas não nos reconhecem como artistas", diz cartaz na manifestação em Buenos Aires convocada pelo movimento Ni Una Menos.
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Marcos Brindicci / Reuters
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Do outro lado, manifestantes "pró-vida" também marcharam contra a descriminalização do aborto.
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O slogan deles é "Salve as duas vidas", referindo-se à da mãe e à do feto.
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"Nós também temos direito de viver", diz cartaz de manifestação "pró-vida".
Marcos Brindicci / Reuters
"É a minha própria vida", diz cartaz de manifestante à favor da descriminalização do aborto.
Marcos Brindicci / Reuters
Victoria Albornoz Saroff, que fez um aborto há alguns anos no país.

Martin Acosta / Reuters
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